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Filas marcam votação no Rio

Eleicoes 2022 Primeiro Turno 01
Filas foram registradas em diferentes pontos do estado neste domingo

Milhões de brasileiros estão indo às urnas neste domingo para escolher seus representantes. Em alguns locais de votação no Rio de Janeiro, eleitores enfrentam longas filas e demora para votar. A quantidade de escolhas na urna, que inclui dois votos para o Senado, além de mudanças de endereço de seções eleitorais, está entre os fatores que podem contribuir para o aumento do tempo de espera.

A orientação da Justiça Eleitoral é que o eleitor confirme o local de votação antes de sair de casa para evitar deslocamentos desnecessários.

Nesta eleição, cada eleitor precisa registrar seis votos para cinco cargos, já que serão escolhidos dois senadores por estado. A sequência na urna começa com deputado federal e deputado estadual, segue com os dois votos para o Senado e termina com governador e presidente da República.

Ao todo, são 19 algarismos a serem digitados, além da conferência dos dados de cada candidato e da confirmação de cada voto. A quantidade de escolhas pode aumentar o tempo de permanência na cabine e contribuir para a formação de filas. Nas últimas eleições presidenciais, em 2022, o eleitor votava para apenas um senador.

Outro fator que pode influenciar a demora é a troca de seções eleitorais. Em alguns locais, os eleitores precisaram se deslocar para novos endereços de votação.

Idoso passa mal durante votação em Mesquita

No CIEP 111 Gelson Freitas, em Mesquita, eleitores também enfrentaram uma longa espera neste domingo. Por volta das 10h30, a fila para acessar a cabine da seção 288 era extensa após um idoso passar mal durante a votação.

A ocorrência provocou uma pausa temporária nos trabalhos da seção. Com a interrupção, eleitores chegaram a permanecer por mais de uma hora na fila aguardando para votar.

Idoso enfrenta dificuldade com biometria em Nova Iguaçu

Em Nova Iguaçu, outro episódio chamou a atenção durante a votação. Na Unigranrio, um idoso teve dificuldade para validar a identidade por meio da biometria, já que as impressões digitais estavam bastante desgastadas.

A dificuldade na leitura da digital fez com que o procedimento de identificação levasse um pouco mais de tempo. Esse também é um fator que pode contribur para a demora no atendimento aos eleitores que aguardam na fila.

Filas são influenciadas por seis cargos e troca de urnas, diz TRE-RJ

As longas filas registradas em locais de votação do Rio de Janeiro neste domingo são influenciadas por uma combinação de fatores, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Entre eles estão o número de cargos em disputa, a necessidade de o eleitor fazer dois votos para o Senado e eventuais problemas técnicos que levem à substituição de urnas. O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Marchetti Kowacs, afirmou que o tempo médio de votação é de cerca de um minuto e meio por eleitor.

— Este ano sabemos que temos seis cargos em votação. Com certeza, um dos principais motivos da fila é a questão do segundo voto para o Senado. Já imaginávamos que isso poderia gerar uma grande fila — afirmou.

Segundo Kowacs, uma ocorrência técnica também pode ampliar a espera. Quando uma urna precisa ser substituída, o tempo necessário para o deslocamento de um técnico ou de um equipamento de contingência pode aumentar a fila, principalmente quando já há muitos eleitores aguardando.

— Se acontece no começo da votação, se já tiver muita gente na fila, se houver uma contingência que demore um pouquinho mais, por exemplo, 20 minutos, é uma coisa que com certeza impacta muito na fila — explicou.

A logística para a substituição varia conforme a zona eleitoral. Em locais maiores, há urnas de contingência disponíveis para atendimento mais rápido. Em áreas mais afastadas, pode ser necessário deslocar um técnico até a seção.

— A troca em si é bem rápida. O que pode demorar é o tempo de trajeto do técnico até a seção — disse.

127 urnas substituídas

O TRE-RJ registrou, até o primeiro balanço parcial deste domingo, 127 urnas eletrônicas substituídas durante a votação no estado. O número representa 0,29% dos equipamentos e, segundo Kowacs, está dentro da expectativa para uma eleição.

A capital concentra a maior quantidade de trocas, com 53 urnas substituídas. Duque de Caxias aparece em seguida, com seis, enquanto Niterói e Nilópolis registraram cinco cada. Os números ainda são parciais e serão atualizados ao longo do dia.

Segundo o secretário, parte das ocorrências está relacionada à movimentação dos equipamentos durante o transporte e a instalação nos locais de votação. O deslocamento pode provocar problemas em conexões e componentes internos. Também há casos de atolamento de papel na impressora.

— No começo do dia, temos o maior número de substituições. Muitas vezes, no manejo da urna para levar até o local de votação, conexões ou componentes internos podem se soltar. Também ocorre bastante atolamento de papel da impressora — afirmou.

O secretário afirmou que o percentual está dentro do padrão observado em eleições anteriores. No primeiro turno de 2024, segundo ele, o índice de substituição ficou em 0,96%. Para este domingo, chegar a 1% não seria considerado fora da normalidade.

Além dos problemas técnicos, Kowacs citou o próprio fluxo de votação como fator para a formação das filas. Segundo ele, a média histórica entre a habilitação do eleitor e a conclusão do voto é de aproximadamente um minuto e meio.

A votação está prevista para terminar às 17h, pelo horário de Brasília. No entanto, quem estiver na fila da sua seção eleitoral nesse momento terá o direito de votar garantido, mesmo que a espera se prolongue. Os mesários identificarão os eleitores presentes e distribuirão senhas. O atendimento continuará até que todos os que chegaram dentro do prazo tenham votado.

Com informações do O Globo

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