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Rodrigo Bacellar será transferido para presídio no Rio

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Ex-presidente da Alerj foi detido em março deste ano durante a terceira fase Operação Unha e Carne; Ele é investigado por ligação com o CV

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar, será transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no estado do Rio. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) neste sábado (31).

A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Seppen, a pasta foi comunicada oficialmente da decisão e já está em tratativas com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para viabilizar o cumprimento da determinação judicial.

Bacellar foi preso em março deste ano em sua casa em Teresópolis, Região Serrana, no âmbito da Operação Unha e Carne III da Polícia Federal. Ele já havia sido detido em dezembro passado e responde pelo vazamento de informações sigilosas sobre uma operação contra o Comando Vermelho.

Relembre o caso

A primeira fase da operação ocorreu em dezembro de 2025, e teve como alvo o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ele foi preso por vazamento de informações sigilosas de uma investigação que prendeu o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, por negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Neste período, Bacellar foi solto.

Bacellar – que foi cassado – voltou a ser detido na terceira operação. Já na fase seguinte, os agentes prenderam o deputado estadual Thiago Rangel (Avante). A ação investigou fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços da Secretaria de Educação do Estado do Rio (Seeduc). Segundo a PF, o parlamentar teria oferecido cargos na Seeduc ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como “Júnior do Beco”.

Já na quinta fase da operação, que investiga a lavagem de dinheiro praticada pela nova cúpula do jogo do bicho e possível esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio. Os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os três alvos de prisão preventiva foram o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho; o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar; e o pastor Márcio Poncio.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores de cerca de R$ 22 milhões. A nova fase da operação iniciou após listas encontradas com o contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos a agentes políticos do Estado do Rio.

A reportagem não localizou as defesas dos acusados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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