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PF prende chefes de grupo apontado como responsável por desviar R$ 45 milhões da Caixa Econômica Federal

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Segundo a PF, o grupo teria usado dados sigilosos para realizar a subtração eletrônica dos valores e ainda contava com o apoio de pessoas ligadas à contravenção.

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (18), 3 pessoas apontadas como chefes de uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal. Os mandados de prisão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo, durante a segunda fase da Operação Infiltrados.

Segundo a PF, o grupo teria usado dados sigilosos para realizar a subtração eletrônica dos valores e ainda contava com o apoio de pessoas ligadas à contravenção. A investigação também aponta que os integrantes tentaram interferir nas apurações, com ameaças a investigadores e tentativa de cooptação de servidores da Justiça Federal.

O casal Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa foi preso em São Paulo. Segundo as investigações, os dois coordenavam as fraudes e conseguiam acesso às contas das vítimas. Para dificultar a recuperação do dinheiro pelas autoridades brasileiras, eles teriam criado uma empresa em ilhas britânicas, consideradas um paraíso fiscal, e convertido parte dos valores em criptomoedas, que dificultam o rastreamento.

No Rio, foi preso Enzo Grillo Filho, apontado como operador financeiro da organização. De acordo com a investigação, ele seria o testa de ferro de Jader Henrique Areas de Almeida, que não foi localizado pela polícia e é considerado foragido.

O caso começou a ser investigado em 2025, a partir de informações sobre fraudes contra clientes da Caixa Econômica Federal. Os criminosos invadiam contas e retiravam dinheiro das vítimas, entre elas beneficiários do FGTS e do auxílio emergencial.

Na primeira fase, batizada de Operação Trampo, a Polícia Federal identificou o esquema e o desvio de dinheiro. Com o aprofundamento do trabalho, os agentes descobriram ainda a participação de servidores públicos e de outras pessoas que, segundo a PF, ajudavam a vazar informações privilegiadas e a atrapalhar as apurações.

Os investigados já respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF também apura possíveis crimes de obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional, além de outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

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