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Base de Lula organiza mobilização descentralizada para ampliar votos no segundo turno

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Na foto, o deputado estadual André Ceciliano e o presidente Lula, candidato à reeleição

Na Baixada Fluminense, o deputado eleito André Ceciliano (PT) prepara encontro com cultura e juventude, reunião inter-religiosa e participação em podcasts de direita. Estudantes fazem nesta sexta-feira passeata pró-Lula em Paracambi

Lideranças políticas da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão organizando, de forma descentralizada, no estado do Rio, uma série de ações para ampliar o apoio à sua candidatura no segundo turno. A mobilização busca dialogar com eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro (PL), conquistar indecisos e incentivar a participação de quem se absteve no primeiro turno.

Uma das prioridades é o diálogo com a população de mais de 60 anos, que reúne cerca de 35 milhões de brasileiros. A defesa dos direitos de aposentados e pensionistas estará entre os temas das iniciativas, ao lado das pautas dos trabalhadores, da educação e do Sistema Único de Saúde.

No Rio de Janeiro, o deputado estadual eleito André Ceciliano (PT) prepara uma agendas de mobilização na Baixada Fluminense. Na próxima terça-feira, 13 de outubro, está previsto o encontro Cultura, Baixada e Juventude com Lula, às 18h, na quadra da escola de samba Leão de Nova Iguaçu, em Nova Iguaçu. Seu filho, o prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano, participa nesta sexta-feira , dia 9, de uma passeata “estudantes com Lula” naquela cidade.

Ceciliano também está organizando um encontro ecumênico com lideranças de diferentes religiões na Baixada. A proposta é reunir representantes religiosos em torno do diálogo e da defesa de direitos sociais. A data e o local ainda serão definidos.

Outra frente é a participação em podcasts de direita, com públicos que vão além dos espaços tradicionalmente alcançados pela esquerda. Ceciliano já está marcando articulando entrevistas para apresentar o legado dos governos Lula, propostas para o futuro e debater as propostas em disputa no segundo turno.

Nessas conversas, o deputado pretende abordar o que considera riscos de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro para os direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, além de cortes no orçamento voltadas aos estudantes e ao SUS. A agenda integra o esforço dos parlamentares aliados para ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade nesta etapa da campanha.

Nesta quinta-feira, 8, em entrevista ao portal Brasil 247 – de perfil de esquerda – ele deu alguns exemplos das suas principais linhas de discurso.

Confira abaixo os principais pontos abordados na entrevista.

Cortes em aposentadorias e benefícios sociais
● “Eles querem congelar as aposentadorias, eles querem acabar com o BPC.”
● “Esse corte de impostos vai cair nos benefícios sociais.”
● “Quando você tirar a correção anual da aposentadoria, isso vai ficar, vai ser achatado.”

Risco para a Previdência
● “O Bolsonaro fez em 19 uma reforma da Previdência, e o que o mercado exige hoje é uma reforma da Previdência.”
● “A gente precisa de lembrar também dos 60 mais, do risco da aposentadoria, da perda.”

Farmácia Popular, Bolsa Família e SUS
● “Isso está em risco, porque […] o orçamento de 2023 para a Farmácia Popular era nada, era para acabar com o programa.”
● “Também não havia recursos para o Bolsa Família.”
● “A gente tem que falar do SAMU, […] do próprio Sistema Único de Saúde, do SUS.”
● “A gente não pode retroceder.”

Educação pública e permanência dos estudantes
● “O que está em risco é a escola pública, […] a universidade pública.”
● “Eles querem acabar com o piso do investimento na área da educação e da saúde.”
● “O que significa menos recursos para a saúde, menos recursos para a educação.”

Pé-de-Meia e evasão escolar
● “Nós perdíamos a cada ano quase 500 mil alunos no ensino médio.”
● “Hoje tem o Pé de Meeia, um incentivo […] para que o aluno fique na escola, para que o aluno termine o segundo grau. Eles vão acabar com isso”

Direitos trabalhistas
● “Essa coisa de falar de livre negociação entre patrão e empregado, isso não existe.”
● “Quando você se senta à frente do patrão, você perde sempre, porque o poder está com ele.”

Risco à democracia
● “Aí sim nós vamos poder ter um governo ditatorial sem liberdade, isso é um risco.”
● “A gente precisa também de falar disso. Falar da perda da soberania, falar da democracia.”

Redução de investimentos públicos
● “Eles querem acabar com o piso da educação e da saúde, o que significa menos recursos para a saúde, menos recursos para a educação.”
● “O que prevaleceu no governo Bolsonaro foi o ajuste do Paulo Guedestirou-se recursos de todo o lado.”

Retrocesso social
● “A gente precisa de conversar […] sobre o risco das perdas dos avanços sociais que tivemos nestes últimos anos.”
● “A gente não pode retroceder.”

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