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Festa do Aipim de Tinguá encerra a 17ª edição com milhares de visitantes

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Durante três dias, foram consumidas cerca de cinco toneladas de aipim, ingrediente simbólico da região

Mais de 11 mil visitantes, segundo a prefeitura, e cerca de cinco toneladas de aipim consumidas em apenas três dias. Este é o balanço da 17ª edição da Festa do Aipim, realizada em Tinguá entre os dias 10 e 12 de julho. Declarada patrimônio histórico, cultural e imaterial do Estado do Rio de Janeiro, a tradicional festa– realizada pela Prefeitura de Nova Iguaçu e organizada pela Associação de Moradores e Amigos de Tinguá – reuniu gastronomia, artesanato, cultura e atrações musicais.

A história da Festa do Aipim

Festa Do Aimpim, Primeira Reunião

Foto: arquivo pessoal de Jorge Gama

A primeira Festa do Aipim ocorreu em 2003, durante a gestão do então prefeito Mário Marques, após uma reunião na praça de Tinguá, de agricultores e pequenos comerciantes com o jornalista Paulo Cezar Pereira, Secretário de Comunicação da Prefeitura de Nova Iguaçu, e o ex-deputado Jorge Gama, secretário municipal de Governo na ocasião. Coube a Ana Mello Mentrop, que presidia a Fenig, fazer acontecer o evento.

A festa hoje

O público presente ao evento pôde experimentar diversas receitas preparadas com o aipim, ingrediente simbólico da região, vendidas pelos produtores locais em 16 estandes gastronômicos. Diferentemente dos anos anteriores, nesta edição os estandes foram todos posicionados ao lado do canteiro central que separa a Estrada Zumbi dos Palmares e a Estrada Boa Esperança.

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“A organização da festa está cada vez melhor, tem mais espaço para caminhar e mesas para sentar e comer com conforto. A gastronomia é muito boa e as apresentações musicais também são maravilhosas”, disse o oficineiro mecânico Flávio Ferreira, 52 anos, que foi à festa acompanhado da esposa Maura Onhas, 48. O casal, que mora no bairro Gerard Danon, foi à festa na noite de sexta-feira (10) e mostrou talento para a dança ao som da banda Forrozin na Praça.

Embora receba milhares de visitantes, a Festa do Aipim também é celebrada pelos moradores de Tinguá. Vivendo no bairro desde os sete meses de vida, a aposentada Alba Martins Pimenta, 83 anos, garante não ter perdido uma edição sequer. “Eu participei de todas! Quando tem festa eu nem faço comida em casa. Venho pra cá e sempre experimento um prato diferente”, conta Alba.

Um dos fundadores da Festa do Aipim, Carlos Alberto Campos, conhecido na região de Tinguá como “seu” Nonô explica que o evento possibilita que os produtores comercializem aipim de qualidade e gerem renda extra durante três dias, mas também é uma oportunidade para fomentar o turismo local.

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“A Festa do Aipim é de grande importância para nossa comunidade, que está sempre de braços abertos para receber os turistas com muito carinho. Espero ainda poder participar de muitas edições deste grande evento”, disse Nonô, demonstrando grande entusiasmo aos 76 anos.

Além da gastronomia, o público curtiu apresentações musicais que reuniram forró, samba, MPB, pop, rock e sertanejo. O evento contou ainda com apresentação da Quadrilha Junina Dragão de Fogo, a mais antiga em atividade em Nova Iguaçu, fundada em 1982.

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