O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta sexta-feira (25/07), seis mandados de busca e apreensão contra supostos integrantes de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos ilegais (caça-níqueis) e à lavagem de dinheiro. A Operação Sete da Sorte tem como alvos endereços localizados no município de Saquarema, na Região dos Lagos. Entre os investigados estão o ex-deputado estadual Paulo Melo, que presidiu a Alerj quando Sérgio Cabral era governador, e um empresário do ramo de bares.
As investigações do GAECO/MPRJ tiveram início a partir de denúncia que apontava a atuação de um conhecido político da Região dos Lagos no arrendamento de diversas máquinas caça-níqueis para exploração em estabelecimentos de uma rede de bares em Saquarema.
O objetivo das diligências é apreender dispositivos eletrônicos e documentos relacionados à prática de jogos de azar, visando ao aprofundamento das apurações.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara de Organização Criminosa da Capital.
Pauo Melo nega tudo e atribui denúncias aos adversáros políticos
“Hoje eu fui surpreendido com o Ministério Público, com uma autorização judicial, para fazer uma busca e apreensão na minha casa. Na hora, sinceramente, nem sabia do que se tratava. Mais tarde, vendo os noticiários, tomei conhecimento de que se tratava de um processo de caça-níquel”, declarou o ex-parlamentar em vídeo divulgado pelo site RC24H.https://www.instagram.com/reel/DMigk9ERdsa/embed/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2Fagendadopoder.com.br&rp=%2Foperacao-em-saquarema-paulo-melo-nega-jogos-ilegais-e-fala-em-conspiracao-politica%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A1963%2C%22ls%22%3A914.6000000238419%2C%22le%22%3A1953.1999999284744%7D
Acusações de perseguição política
Paulo Melo foi categórico ao negar qualquer envolvimento com o setor de jogos ilegais. Ele disse jamais ter tido qualquer relação com pessoas ligadas à exploração de caça-níqueis e classificou a investigação como parte de uma estratégia de adversários para desgastá-lo politicamente.
“Tenho mais de 35 anos de vida pública, nunca tive qualquer contato, jamais tive qualquer aproximação com qualquer pessoa que trabalha e que explora essa área. Esse processo se dá em virtude de denúncias vinculadas na internet por adversários meus”, afirmou.
Ele ainda levantou suspeitas sobre os alvos da operação. Segundo Melo, uma das pessoas que também teve endereços vasculhados nas diligências teria ligação com seu maior rival político em Saquarema. “Pude observar que, dentre as pessoas que tiveram outras buscas, um foi candidato a vereador do lado do meu maior adversário político, e que usou toda a estrutura a favor de sua campanha”, disse.
Confiança na Justiça
Apesar das críticas à condução da investigação, o ex-deputado disse confiar no sistema judiciário e garantiu que colaborará com as autoridades. “Confio plenamente na lisura do Ministério Público e estou à disposição da Justiça para qualquer tipo de esclarecimento. Fico com a certeza de que nada será provado. É impossível qualquer tipo de prova, já que não existe qualquer ligação”, concluiu.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo ex-deputado Paulo Melo
“Hoje eu fui surpreendido com o Ministério Público, com uma autorização judicial, para fazer uma busca e apreensão na minha casa. Na hora, sinceramente, nem sabia do que se tratava. Mais tarde, vendo os noticiários, tomei conhecimento de que se tratava de um processo de caça-níquel.
Tenho mais de 35 anos de vida pública, nunca tive qualquer contato, jamais tive qualquer aproximação com qualquer pessoa que trabalha e que explora essa área. Esse processo se dá em virtude de denúncias vinculadas na internet por adversários meus.
Agora, tomando conhecimento de todo ocorrido, pude observar que dentre as pessoas que tiveram outras buscas, um foi candidato a vereador do lado do meu maior adversário político de Saquarema, e que usou toda a estrutura a favor de sua campanha.
É lamentável que tentem me ligar a quem tem responsabilidade e que não é do meu grupo político.
É lamentável que o Ministério Público, sem apurar nada, se preste a esse papel.
Confio plenamente na lisura do Ministério Público e estou a disposição da justiça para qualquer tipo de esclarecimento. Fico com a certeza de que nada será provado. É impossível qualquer tipo de prova, já que não existe qualquer ligação.
Esclareço ainda que o dinheiro recolhido em minha residência tem o devido lastro e como deveria ser, foi declarado no imposto de renda.”








