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Silencioso, câncer colorretal afeta 45 mil pessoas ao ano no Brasil; Consulta Pública debate acesso à cirurgia robótica no SUS

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Iniciativa avalia incorporar a ressecção retal assistida por robô, impulsionando a criação de centros de referência e a formação de novos cirurgiões no ecossistema de saúde brasileiro

O câncer colorretal, que abrange os tumores desenvolvidos no intestino grosso (cólon) e no reto, representa um dos maiores desafios oncológicos e de saúde pública no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 45.630 novos casos anuais da doença, acometendo quase em igual proporção homens e mulheres1. Como a doença costuma crescer de forma silenciosa e sem sintomas nas fases iniciais, exige não apenas atenção ao diagnóstico precoce, mas também a constante inovação nas opções de tratamento disponíveis para a população.

O tratamento principal para o câncer de reto é a cirurgia, que atua na ressecção (retirada) do tumor e pode, em alguns casos, implicar na necessidade de um estoma temporário ou definitivo2. No entanto, os desafios relacionados ao tratamento cirúrgico desses pacientes são complexos.

“A região pélvica possui um espaço anatômico estreito e de difícil acesso, o que torna as cirurgias tradicionais abertas ou mesmo as laparoscópicas tecnicamente bastante desafiadoras. Por isso, é relevante avaliar alternativas tecnológicas que possam apoiar a realização de cirurgias em uma região anatômica complexa, considerando aspectos como visualização, precisão dos movimentos e preservação de estruturas adjacentes”, explica o Dr. Sérgio Araújo, médico cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista em São Paulo.

Diante deste cenário, encontra-se aberta a Consulta Pública nº 74/2026. O movimento, conduzido pelos órgãos reguladores de saúde, visa avaliar a incorporação da ressecção retal assistida por robô no sistema público. A consulta, disponível na plataforma Brasil Participativo até 24 de agosto de 2026, é uma oportunidade para que pacientes, familiares, profissionais de saúde, entidades e demais cidadãos contribuam com informações e perspectivas sobre o tema. As manifestações recebidas serão consideradas no processo de avaliação da tecnologia pela Conitec.

Como contribuir na Consulta Pública nº 74/2026

A sua voz pode contribuir para o futuro do tratamento do câncer de reto no Brasil. Para participar, siga o passo a passo:

1. Acesse o portal oficial: Entre na plataforma Brasil Participativo.
2. Localize a Consulta Pública nº 74/2026, sobre a angiotomografia coronariana como exame de primeira linha para pacientes sintomáticos com suspeita de doença arterial coronariana estável;
3. Leia os documentos disponibilizados, incluindo o relatório técnico e a recomendação preliminar da Conitec;
4. Clique na opção para contribuir e faça login ou cadastre-se na plataforma, caso necessário;
5. Envie sua manifestação, com opinião, sugestões, experiências ou evidências relacionadas ao tema, até 24 de agosto de 2026.

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