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Morre Paulo Jerônimo de Sousa, o Pagê, ex-presidente da ABI

Paulo Jerônimo E A Deputaa Mônica Franncisco
Pagê ao er homenageado pela deputada Mônica Francisco ( PSOL) com a Medalha Tiradentes na Alerj em março de 2022. A foto é de Rogério Marques.

Pagê foi Assessor de Imprensa dos ex-governadores Moreira Franco e Marcello Alencar

O ex-presidente da ABI, Paulo Jerônimo de Sousa, o Pagê, faleceu na madrugada dessa segunda-feira (5). O velório será realizado amanhã, terça-feira, (6), das 15h10 às 17h00, no Crematório São Francisco Xavier, no Caju.

Natural de Mococa, interior de São Paulo, foi um profissional singular (ou plural…): ele reunia numa só pessoa múltiplos profissionais de comunicação. Ao longo de suas várias décadas de carreira, pontificou, sempre com talento e proficiência, em numerosas vertentes do vasto universo da mídia. Foi um típico jornalista de redação: já foi repórter, copy-desk, colunista e editor, tendo atuado em Economia, Cidade, Internacional e Política, em newsletters e em jornais como os “Diários Associados” e “O Globo”. Em novembro de 1964, recém-chegado ao Rio, publicou sua primeira matéria na imprensa carioca, no Correio da Manhã, que estampou a manchete “FAB metralha helicóptero da Marinha”. Todo o texto foi publicado na 1ª página. O Presidente na época, Castelo Branco, demitiu no mesmo dia o ministro da Aeronáutica, que se tornou o único ministro militar derrubado pela imprensa durante os 21 anos da ditadura.

Além de jornal, fez revista e televisão. Mas, ao mesmo tempo, é um dos mais experientes assessores de imprensa do País: para mencionar apenas algumas de suas atividades nesta seara, foi assessor de comunicação nos Ministérios do Interior e de Minas e Energia, no Banerj, no BNH (na gestão que, nos anos 60, lançou, pela primeira vez no Brasil, o financiamento público e de longo prazo para habitação popular), na Prefeitura do Rio de Janeiro, no Governo do Estado do Rio por três vezes e no BNDES.

Neste último, trabalhou por 27 anos e lá se aposentou. Ainda no BNDES, comandou, no início dos anos 90, os trabalhos de divulgação e de comunicação do Programa Nacional de Desestatização, que ganhou na ocasião os mais expressivos prêmios do setor (até no exterior), entre eles a Medalha de Ouro do Prêmio Colunistas pela melhor campanha institucional do País. Foi também assessor de imprensa de três governadores do Estado do Rio de Janeiro: Negrão de Lima nos anos 60, Moreira Franco nos anos 80 (durante 5 meses) e Marcello Alencar nos 90.

Quando decidiu dedicar-se ao mundo da publicidade, nos anos 70, em São Paulo, dirigiu com brilho, entre outras, a agência Sistema, com a qual ganhou o Prêmio Colunistas de Propaganda também na categoria de campanha institucional.

Foi diretor de Assistência Social da ABI – Associação Brasileira de Imprensa, de 2005 a 2010; conselheiro, de 2004 a 2013,; vice-Presidente, de 2016 a 2019; e presidente, de 2019 a 2022.

A ABI lamenta profundamente o seu falecimento e envia seu abraço solidário a todos os seus familiares e amigos.

*Com informações do site da ABI.

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