- André Ceciliano
A garantia da segurança alimentar para as camadas mais vulneráveis da população, através do Bolsa Família, não pode ser vista como um gasto corrente, mas como o investimento público mais estratégico que uma nação pode realizar para reduzir as desigualdades e combater a pobreza extrema.
Ao corrigir o piso do programa após um período de defasagem diante de uma inflação acumulada de 15%, o governo federal cumpre o papel constitucional de proteger os cidadãos que mais precisam.
O aumento atende a critérios técnicos de recomposição do poder de compra, devolvendo às famílias o direito básico de colocar comida na mesa com previsibilidade e responsabilidade orçamentário.
Diferente de pacotes emergenciais do governo anterior, que tinham data de validade para expirar logo após as urnas, a atual política de valorização é permanente e sustentável.
Ela estabelece uma base sólida e previsível no orçamento público, inserindo o combate à fome no planejamento econômico de longo prazo do Estado.
O impacto desse reajuste ultrapassa o núcleo familiar dos beneficiários e atua como um forte motor para a economia brasileira. O dinheiro injetado na base da pirâmide social retorna para o mercado consumidor através do consumo local nos pequenos comércios, mercearias e farmácias das periferias e municípios menores.
Essa dinâmica gera um círculo virtuoso que movimenta o comércio, incentiva a produção interna, arrecada tributos municipais e ajuda a manter empregos locais.
Defender a recomposição do Bolsa Família significa compreender que o desenvolvimento econômico sustentável só é real quando a riqueza e as oportunidades também chegam ao topo e à base da sociedade.
O reajuste do benefício não é uma medida eleitoral. É a reafirmação do compromisso histórico do presidente Lula com o fim da fome, o único presidente que incluiu o pobre no orçamento.
*André Ceciliano, ex_presidente da Alerj, ,ex_prefeito de Paracambi, candidato a deputado estadual , ex_ Secretário Nacional de Assuntos Federativos.









