Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) indica que a maioria dos brasileiros atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a responsabilidade pela imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. O levantamento mostra que 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a qual Flávio teria solicitado ao presidente dos EUA Donald Trump a adoção das sanções comerciais.
Já 30% dos entrevistados concordam com a explicação apresentada por Flávio Bolsonaro, que nega ter pedido a taxação e afirma ter atuado junto ao governo estadunidense para evitar a medida.
A pesquisa também revela mudanças na percepção da população em relação ao levantamento realizado em junho, com crescimento da adesão à versão defendida pelo governo federal.
Maioria concorda com a versão de Lula
Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais?”
Os resultados foram:
• Lula: 51% (em junho eram 47%);
• Flávio Bolsonaro: 30% (eram 35%);
• Não sabe ou não respondeu: 6% (eram 8%).
Na comparação com a pesquisa anterior, a concordância com a versão apresentada pelo presidente aumentou quatro pontos percentuais, enquanto a adesão à explicação de Flávio Bolsonaro caiu cinco pontos.
Brasileiros também acompanham Lula sobre motivo das tarifas
A pesquisa também mediu a percepção da população sobre o motivo da adoção das tarifas pelos Estados Unidos.
Questionados sobre qual explicação consideram mais plausível, 49% concordaram com Lula, que afirma que a medida representa uma retaliação ao Pix. Outros 33% concordaram com Flávio Bolsonaro, que atribui a decisão às declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos.
Os números ficaram assim:
• Lula: 49% (em junho eram 46%);
• Flávio Bolsonaro: 33% (eram 36%);
• Nenhum dos dois: 10% (mesmo índice de junho);
• Não sabe ou não respondeu: 8% (também estável).
Os resultados indicam um aumento da vantagem da narrativa defendida pelo governo federal em relação ao levantamento anterior.
Maioria desconhece viagem de Flávio aos Estados Unidos
A Quaest também avaliou o conhecimento da população sobre a viagem realizada por Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar diretamente da questão tarifária.
Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros disseram não ter conhecimento da viagem do senador.
Entre aqueles que estavam informados sobre a agenda, predominou a avaliação de que Flávio Bolsonaro não teria influência suficiente para convencer Donald Trump e o governo dos EUA a rever a decisão.
Ao serem questionados se o senador teria força para reverter as tarifas, as respostas foram:
• Sim: 34%;
• Não: 58%;
• Não sabe ou não respondeu: 8%.
Tarifaço preocupa maioria dos brasileiros
Outro dado apontado pela pesquisa diz respeito aos impactos econômicos esperados pelas famílias brasileiras.
A maioria dos entrevistados acredita que a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos afetará diretamente sua vida ou a de seus familiares.
Os resultados foram:
• Sim: 63% (em junho eram 55%);
• Não: 31% (eram 37%);
• Não sabe ou não respondeu: 6% (eram 8%).
Na comparação com a pesquisa anterior, aumentou em oito pontos percentuais o número de pessoas que esperam sofrer consequências negativas em razão das novas barreiras comerciais impostas aos produtos brasileiros.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 10 e 13 de julho.
Ao todo, foram entrevistados 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.









