O deputado federal Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu , que iniciou sua carreira política como vereador de Nova Iguaçu (2013-2020) e mais adiante renunciou ao cargo de vice-prefeito de Rogério Lisboa em 2021 após se eleger para a Câmara dos Deputados e teve uma passagem relâmpago pela secretaia estadual de Transportes na administração Cláudio Castro, disse hoje (20/03) ao Nova Iguassu Online, por telefone, que está sendo “vítima de uma armação política” depois que anunciou sua saída do União Brasil.
Juninho deu prazo até a próxima quarta-feira (25) para que o presidente nacional da União, o pernambucano Antônio Rueda, lhe mostre os nomes da nominata da União Progressista do Rio que disputará a eleição deste ano para a Câmara dos Deputados, pela federação partidária brasileira, em processo de registro no TSE, formada pelos partidos políticos União Brasil e Progressistas. Ambos os partidos realizaram convenção conjunta de criação em 19 de agosto de 2025, após cerimônia oficial de lançamento de 29 de abril de 2025.
O PSDB do Rio planeja uma “superchapa” para 2026 e mapeia a filiação de até 6 deputados federais, mas Juninho do Pneu não foi explicitamente listado como nome certo nessa movimentação nos resultados da pesquisa porque ainda não se desfilou da União Brasil. Ele considera fundamental ver a nominata da federação União Progressista no Rio.
-Preciso saber se a nominata tem miolo e rabo. Até o momento, só tem cabeça, observou Juninho, que passou o dia de hoje em encontros políticos em Guapimirim, onde foi o deputado federal mais votado em 2022.
O nome de Juninho do Pneu está entre os investigados pelo Ministério Público Federal, por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro de um grupo que era liderado pelo contraventor Adriano Nóbrega, morto em troca de tiros com policiais militares da Bahia em 2021.
Nesta quinta-feira (19), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, no âmbito da Operação Legado, cumpriu dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa que era liderada por Adriano da Nóbrega.
De acordo com informações do Ministério Público, os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital, e 19 pessoas foram denunciadas.
Nas investigações o Ministério Publico apontou que duas propriedades rurais que pertenceriam a Adriano Nobrega, avaliadas em R$ 3,5 milhões, foram vendidas ao parlamentar, que, apesar de ter sido denunciado, não teve mandado expedido contra ele.
Esclarecimento do parlamentar
Em nota transmitida através de sua assessoria, o deputado Juninho do Pneu esclarece que vai constituir advogado para tomar conhecimento do inteiro teor da denúncia. Ele disse que entende que qualquer investigação sobre deputado federal deve ser autorizada pela Procuradoria-Geral da República, realizada pelo Ministério Público Federal e, caso vire processo, tramitar no Supremo Tribunal Federal.
Diz ainda que quem comprou o terreno em Cachoeiras de Macacu foi o pai dele, atualmente vereador em Nova Iguaçu, que tem o mesmo nome, e que a compra foi pelo valor de mercado, através de um corretor de imóveis que trabalha há décadas na região, e quanto aos vendedores, “não eram pessoas que levantassem qualquer suspeita”.
Ainda segundo a nota, o parlamentar afirma que “não conhece e não tem nem nunca teve nenhuma relação com os criminosos citados” e que todas as suas relações comerciais “são feitas dentro da lei e declaradas à Receita Federal”.
Na nota Juninho também afirma que “vai tomar todas as providências legais cabíveis para responsabilizar quem está divulgando fatos inverídicos que buscam atingi-lo politicamente”.
