Bancários do Rio aderiram nesta quinta-feira (20/08) à greve nacional de 24 horas convocada pelo Comando Nacional Bancário e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. A mobilização foi confirmada pela Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ).
A paralisação ocorre em meio às negociações da campanha salarial da categoria. Segundo a entidade, já foram realizadas oito rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas ainda não houve uma proposta considerada concreta para atender às reivindicações dos trabalhadores.
Entre os principais pedidos estão aumento real dos salários e das demais remunerações, incluindo Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de reajustes nos vales-alimentação e refeição. Os trabalhadores também defendem a valorização do piso salarial e a criação de um piso específico para profissionais da área de Tecnologia da Informação.
A categoria reivindica ainda mudanças nas condições de trabalho, com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao chamado assédio algorítmico e restrições ao monitoramento permanente dos funcionários. A contratação de mais trabalhadores também está entre os pontos da pauta.
Quase metade das agências fechou, diz federação
Um dos principais argumentos da mobilização é a redução da rede bancária no estado. De acordo com a Federa-RJ, 854 agências foram fechadas no Rio entre dezembro de 2019 e junho de 2026, o equivalente a uma redução de 47%. A entidade afirma ainda que o processo resultou no fechamento de cerca de 7 mil postos de trabalho no período.
A federação, que ainda não divulgou um balanço sobre o número de agências que aderiram à paralisação, orientou os bancários a não trabalharem nesta quinta-feira, inclusive de forma remota.
O que dizem os bancos
A Febraban informou que recebeu a pauta de reivindicações da campanha salarial em 24 de junho e afirmou que as negociações seguem o cronograma estabelecido. Confira a nota na íntegra:
“A Federação Nacional dos Bancos, que representa há 34 anos os bancos nas negociações trabalhistas, recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano. As negociações seguem o cronograma estabelecido, e esperamos, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes.”









