A Espanha venceu a seleção francesa por 2 a 0, neutralizou Kylian Mbappé e garantiu vaga na decisão do Mundial de 2026 após uma atuação segura nesta terça-feira (14), em Arlington, no Texas. Mikel Oyarzabal e Pedro Porro marcaram os gols da classificação espanhola à final da Copa do Mundo, alcançada pela primeira vez desde o título de 2010.

A seleção comandada por Luis de la Fuente controlou o confronto desde o primeiro tempo. Com maior presença no meio-campo, circulação eficiente da bola e organização defensiva, os espanhóis limitaram as ações ofensivas de uma equipe francesa formada por Mbappé, Ousmane Dembélé e Bradley Barcola.
O primeiro gol saiu aos 22 minutos da etapa inicial. Oyarzabal concluiu a jogada espanhola e colocou a equipe em vantagem, aumentando a pressão sobre uma França que encontrava dificuldades para superar a linha defensiva formada por Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella.
Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo deram equilíbrio ao meio-campo espanhol, enquanto Lamine Yamal e Álex Baena exploraram os lados do gramado. A Espanha conseguiu manter a posse de bola em zonas ofensivas e evitou que os franceses utilizassem a velocidade de seus atacantes nos contra-ataques.
Pedro Porro amplia no segundo tempo
A vantagem foi ampliada aos 13 minutos do segundo tempo. Pedro Porro recebeu pelo lado direito e tocou para Dani Olmo, que protegeu a bola e devolveu com precisão. O lateral entrou na área, ficou diante de Mike Maignan e finalizou na saída do goleiro para fazer 2 a 0.
Dois minutos depois, a Espanha voltou a balançar as redes. Cubarsí encontrou Lamine Yamal nas costas da defesa francesa, e o atacante avançou pela direita, levou a bola para a perna esquerda e acertou o ângulo. O gol, porém, foi anulado por impedimento.
Mesmo sem validar o terceiro gol, a jogada mostrou a superioridade espanhola e os problemas da França para conter as infiltrações adversárias. Com a necessidade de buscar uma reação, a equipe de Didier Deschamps passou a oferecer mais espaços no campo defensivo.
A França promoveu alterações na tentativa de mudar o cenário da partida. Manu Koné substituiu Adrien Rabiot, Rayan Cherki entrou na vaga de Michael Olise, Désiré Doué ocupou o lugar de Barcola e Theo Hernández substituiu Lucas Digne.
William Saliba também precisou deixar o campo por lesão, sendo substituído por Castello Lukeba. As mudanças, no entanto, não foram suficientes para aumentar a produção ofensiva francesa ou reduzir a vantagem espanhola.
Mbappé tem atuação limitada
Principal nome da França, Mbappé teve pouca influência sobre o confronto. Bem acompanhado pela defesa espanhola, o atacante encontrou dificuldades para receber a bola em condições de finalizar e ainda recebeu cartão amarelo durante a partida.
Dembélé e Barcola também não conseguiram criar oportunidades capazes de ameaçar o goleiro Unai Simón. A Espanha reduziu os espaços entre os setores e impediu que o trio ofensivo francês explorasse jogadas em velocidade.
Luis de la Fuente renovou a equipe ao longo do segundo tempo. Marcos Llorente, Pedri, Mikel Merino, Nico Williams e Ferrán Torres foram acionados para preservar a intensidade e manter o controle da partida até o apito final.
A vitória recoloca a Espanha na final da Copa do Mundo 16 anos depois da campanha que terminou com o título na África do Sul. A França, por sua vez, encerra sua trajetória no Mundial de 2026 após ser superada por uma seleção mais organizada e eficiente nos momentos decisivos.
Com informações do portal Brasil 247