Após reunião online com governadores de cinco estados, Cláudio Castro proíbe secretários de polemizarem a segurança pública no Rio com o governo Lula e reage: “Ou soma ou suma”.

Cláudio Castro reuniu-se pela internet com seus colegas que fazem oposição ao governo Lula. Foto: reprodução da Tv Globo.

Também nesta quarta, moradores da Penha retiraram 74 corpos de uma região de mata da Vacaria, no alto da Serra da Misericórdia, morro que separa os complexos e onde se concentraram os embates entre as forças de segurança e o Comando Vermelho (CV). Secretário da Polícia Civil falou em “63 corpos achados na mata”.

O governador Cláudio Castro, ao lado da cúpula da segurança pública estadual, disse agora pouco, durante uma coletiva no Palácio Guanabara, que teve uma reunião online com os governadores Tarcísio de Freitas ( SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Melo ( SC), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) , estados que vivem problemas de segurança pela presença de facções criminosas, como acontece no Rio de Janeiro.

Cláudio Castro disse que seus colegas foram solidários com ele, mas não apresentou uma proposta de segurança pública. Cláudio Castro reduziu para 58 o número de mortos pela megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, incluindo os quatro policiais, mas acrescentou que o número “vai subir, com certeza”. A OAB informa que são 72 mortos encontrados hoje, quarta-feira, na área de mata numa região conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, o que elevaria para 130 o número de mortos.

No início da tarde, a cúpula da segurança do RJ atualizou os números: 117 suspeitos e 4 policiais, totalizando 121 mortes.

Também nesta quarta, moradores da Penha retiraram 74 corpos de uma região de mata da Vacaria, no alto da Serra da Misericórdia, morro que separa os complexos e onde se concentraram os embates entre as forças de segurança e o Comando Vermelho (CV). Secretário da Polícia Civil falou em “63 corpos achados na mata”.

Cláudio Castro informou que ainda não sabe a hora e o local de uma reunião com os ministros Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandovsky ( Justiça) e com um representante da Polícia Federal. O governador do Rio disse que conseguiu transferir 10 lideranças do Comando Vermelho para presídios federais. Sobre o instrumento jurídico que o governo federal vai usar para ajudar o Rio na área de segurança pública, Cláudio Castro disse que esta definição pertence ao governo federal.

-Sozinho não temos condições de vencer esta guerra contra o poder financeiro e bélico – afirmou Cláudio Castro com um recado ao vivo:

Ou soma ou suma.

-O governador Cláudio Castro e nem os secretários estaduais vão responder aqueles que querem transformar este momento numa disputa política. Ou soma ou suma – salientou, acrecentando:

– A ajuda que aceitamos será técnica — arrematou.

Sobre a operação, a mais letal da polícia do Rio, Cláudio Castro disse que as entidades e instituições poderão investigar o que aconteceu no intenso confronto dos policiais com bandidos.

– Foi um duro golpe na criminalidade. Tirando os quatro policiais, a operação foi um sucesso – disse Cláudio Castro ao destacar que o Rio “saiu na frente”.

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