O traficante Ygor Freitas de Andrade, vulgo Matuê, foi morto em confronto com policiais civis nesta quinta-feira (9), na Chacrinha, Praça Seca, Zona Sudoeste do Rio, durante a Operação Contenção. Outros dois suspeitos também foram mortos. Em represália, grupos atearam fogo em barricadas na região.
Os agentes cumpriam mandado de prisão contra o criminoso, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, no Campinho. A ação contou com a participação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP).
Com ficha criminal extensa, Ygor era alvo de dois mandados de prisão, incluindo um por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele atuava nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus, áreas sob influência de Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW, apontado como chefe da quadrilha.
O criminoso, segundo a polícia, está envolvido na morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais José Antônio Lourenço Júnior.
Quem é Matuê?
Alvo de recentes operações da polícia, o criminoso possui histórico criminal extenso. Desde julho de 2019 está foragido, após receber um indulto.
Tem passagens anteriores pelo sistema penitenciário e duas evasões registradas. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto: um expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital, pelos crimes de homicídio qualificado e destruição ou ocultação de cadáver; e outro pela 42ª Vara Criminal da Capital, por tráfico de drogas.
A morte do agente da Core ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil, com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no dia 19 de maio, voltada à desarticulação de uma rede clandestina de produção de gelo contaminado, destinado a estabelecimentos na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.
Ele chegou a ser socorrido em estado grave e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiu aos ferimentos.
Matuê chegou a ser ferido em outra operação
Desde a morte do policial da Core, a Polícia Civil vinha tentando localizar e prender Ygor Freitas de Andrade, o Matuê. Uma das principais ações aconteceu em 13 de agosto, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar na Gardênia Azul, quando cinco suspeitos foram presos, quatro morreram em confronto e três adolescentes acabaram apreendidos.
Na ocasião, os agentes informaram que Matuê havia sido baleado e conseguiu escapar, se refugiando em uma área de mata próxima. A partir dali, as equipes de inteligência intensificaram o monitoramento de seus deslocamentos.
As investigações apontam que o grupo criminoso comandado por Matuê e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW, planejava formar um grande “complexo” na região, unindo as comunidades da Chacrinha, Cidade de Deus e Gardênia Azul.
“A facção Comando Vermelho tem um plano expansionista bem claro, tanto o Matuê quanto o BMW são responsáveis por essas quadrilhas que fazem essas invasões e ataques à milícia que ali tinha. E eles estão querendo criar um grande complexo”, explica o Delegado Álvaro Gomes, titular da Draco, na época.








