Agentes identificam suspeito de ameaças ao deputado Giovani Ratinho no Rio

Investigação sobre mensagens enviadas por WhatsApp mobilizou a DRCI e a segurança da Alerj; caso destaca cenário de violência política na Baixada Fluminense

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), com apoio da Subdiretoria Geral de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), já identificaram o suspeito de ter enviado mensagens ameaçadoras ao deputado estadual Giovani Ratinho (Solidariedade). A descoberta foi possível por meio do número de telefone usado para o envio das mensagens.

As ameaças foram recebidas via aplicativo WhatsApp e divulgadas pelo próprio parlamentar em suas redes sociais. O telefone foi habilitado no mesmo dia em que as mensagens começaram a ser enviadas: 20 de julho de 2025. Na terça-feira (29), Ratinho registrou boletim de ocorrência na Cidade da Polícia, e o caso passou a ser investigado sob sigilo. Um relatório detalhado com o passo a passo da ação do suspeito já foi elaborado.

O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), disponibilizou integralmente o aparato da Subdiretoria Geral de Segurança da Casa para apoiar o parlamentar. A expectativa é de que Ratinho publique um vídeo nas redes sociais ainda nesta quarta-feira à tarde para apresentar sua versão sobre o caso.

Medidas de proteção recomendadas

Por conta das ameaças, o relatório destaca a necessidade de reforço imediato na segurança do deputado. Entre as recomendações estão o uso de veículos blindados, escolta armada e monitoramento constante. O objetivo é garantir que o parlamentar possa exercer seu mandato com segurança e sem sofrer pressões ou riscos de represálias.

A proposta é que a proteção seja realizada de maneira estratégica, com base em dados e monitoramento de possíveis riscos, principalmente em regiões onde a atividade política é marcada por maior vulnerabilidade.

A situação enfrentada por Ratinho, diz o documento, reforça o alerta sobre a necessidade de combater a violência política e preservar o funcionamento pleno das instituições democráticas.

Relatório aponta cenário de risco

Ainda de acordo com o documento, as ameaças ao deputado estão inseridas em um contexto mais amplo de insegurança política na região da Baixada Fluminense, especialmente em São João de Meriti, onde o parlamentar atua. Há um histórico de violência política envolvendo casos de intimidação, homicídios e rivalidades locais.

O documento destaca que entre 2015 e junho de 2023, foram registrados 92 casos de violência contra agentes políticos na Baixada Fluminense. Do total, 27 envolveram vereadores ou candidatos a vereador. Também foram vítimas assessores, secretários municipais, sindicalistas, cabos eleitorais e até pessoas sem atuação direta na política.

Todos os dados constam em estudos conduzidos por instituições como o Observatório da Violência Política e Eleitoral da UNIRIO e o Laboratório de Estudos sobre Política e Violência da UFF (Lepov).

Os levantamentos indicam que a violência política na região decorre de disputas locais acirradas, envolvendo grupos influentes, possíveis adversários políticos e, em alguns casos, até organizações criminosas. As denúncias feitas por Ratinho contra a prefeitura de São João de Meriti podem ter contribuído para o aumento das tensões, embora as fontes disponíveis não apresentem nomes específicos.

Com informações da Agenda do Poder

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