Vice-campeão da Série B, América – MG já revelou jogadores como Tostão, Fred, Éder, Euler, Juca Show e Richarlison

fevereiro 28, 2021 /

Tostão (foto) se destacou no América, Cruzeiro e Vasco. O jogador foi importante na conquista do tricampeonato mundial no México em 1970

*Por Clébio Luiz

 

Vice-campeão da Série B de 2020 (que avançou até 2021) com o técnico Lisca no comando, o América Mineiro sempre foi uma equipe que se destacou no cenário nacional como vitrine de grandes jogadores e como clube revelador de grandes talentos, como os atacantes Euler, Fred, Richarlison, Tostão, Éder Aleixo, Fábio Júnior e Palhinha (não o que jogou no Corinthians e Cruzeiro, mas que atuou pelo São Paulo e Flamengo); os meias Buglê (que marcou o primeiro gol na inauguração do estádio Mineirão, no dia 5 de setembro de 1965) e Gilberto Silva (pentacampeão mundial); e o lateral Danilo. Em 1973, o clube ficou em sétimo lugar no Campeonato Brasileiro (que tinha 40 times) e apresentou ao Brasil craques como o goleiro Neneca e os meias Pedro Omar e Juca Show.

Fábio Junior e Euler foram dois atacantes que brilharam no América- MG

Fundado em em 1912, o clube preserva o mesmo nome e escudo desde sua criação. Suas cores de jogo são o verde, o branco (desde 1912) e o preto, que foi incorporado ao uniforme, em 1913, um ano após a fundação. O clube já conquistou 16 campeonatos em Minas, três vezes a Série B (1997, 2017 e 2021) e a Série C (2009)

Fred é outro craque do América – MG que se destacou em diversos clubes. Atualmente ele está no Fluminense

Fundação

O América foi fundado por um grupo de jovens da elite mineira em 30 de abril de 1912. Residentes, quase todos, nos arredores das Ruas Bahia e Timbiras, na bucólica Belo Horizonte  de 1912, os rapazes empolgados com o novo esporte, que começava a virar mania, resolveram fundar um clube para a prática do futebol.

Como não conseguiram chegar a um consenso sobre o nome da nova agremiação, decidiram então realizar um sorteio e, entre Arlequim, Guarany e Tymbiras, o nome contemplado foi América. As cores do clube, desde a fundação, foram o verde e branco, também escolhidas por sorteio. Em 1913, o preto foi incorporado ao estatuto do clube, passando a fazer parte das variações dos uniformes até hoje.

O América fez história ao chegar a sua primeira semifinal de  Copa do Brasil no dia 19 de Novembro de 2020, após eliminar o Internacional pela fase de quartas-de-final. O jogo foi vencido pelo América nos pênaltis pelo placar de 6 a 5, após perder no tempo normal por 1 a 0 no Estádio Independência e tendo vencido a partida de ida no dia 11 de Novembro de 2020 por 1 a 0 no Estádio Beira Rio.

Estrela de 1973

Juca Show está imortalizado no América – MG pelo grande jogador que foi (morreu de câncer em 31 de dezembro de 2011) e por ter sido um dos comandantes da equipe que fez história no Campeonato Brasileiro de 1973, em um time em que se destacavam também o meia Pedro Omar e o goleiro Neneca (campeão brasileiro pelo Guarani – SP, em 1978). Antes de morrer, o América o homenageou e ele colocou os pés na Calçada da Fama do Mineirão.

Juca Show colocou os pés na calçada da fama. Na década de 70, torcedores se cotizaram para que o América o comprasse

Jogador de técnica refinada, Juca Show era um jogador habilidoso de dribles desconcertantes. Nascido em São Paulo, Juca Show começou a carreira profissional no modesto Ituiutaba de Minas Gerais. Porém, Juca Show começou a se destacar no Uberaba, em 1967.

Mas foi no modesto Fluminense de Araguari que Juca Show chamou a atenção do América Mineiro. Na penúltima rodada do campeonato, justamente contra o “Coelho”, Juca Show mostrou todo o seu repertório de jogadas e chamou a atenção dos dirigentes do “Coelho”. Os torcedores do América se cotizaram e contribuíram financeiramente para que o América contratasse o craque, que chegou a ser lembrado para a Seleção Brasileira de 1974.

 

  • *Clébio Luiz é jornalista

 

 

 

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.