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Veja quais são as investigações contra Flávio Bolsonaro

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Derrotado na disputa pela Presidência da República, senador é investigado por suspeitas de irregularidades no financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro, o 'Dark Horse', e por possível lavagem de dinheiro em caso que envolve o advogado Willer Tomaz

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, é alvo de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os casos envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado de “Dark Horse”, e de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.

Saiba mais sobre as investigações:

‘Dark Horse’

Em uma das apurações, sob relatoria do ministro André Mendonça, Flávio é investigado pela possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação mira repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção.

Willer Tomaz e bets

Outra investigação que tramita no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se o senador cometeu o crime de lavagem de dinheiro, usando uma casa de apostas.

A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que apontavam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.

A PF afirma no seu relatório que há “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de cota fixa no estado.

Casos podem permanecer no STF

O mandato de Flávio como senador termina em 2027 e, com a derrota nas urnas, ele deixará de exercer um cargo público e, por isso, não terá mais foro privilegiado em razão do mandato de senador.

Mesmo assim, as investigações das quais é alvo podem permanecer no STF. Isso porque em 2025, o tribunal decidiu que, quando o crime investigado tiver sido praticado durante o exercício do cargo e estiver relacionado às funções desempenhadas pela autoridade, o foro é mantido mesmo após o fim do mandato.

Advogados criminalistas avaliam que ambos os casos devem permanecer no STF, porque Flavio supostamente usou o seu “prestígio” como senador para conseguir as vantagens.

Flávio também responde a um inquérito no STF por crime de calúnia contra Lula. Na postagem, publicada no X (antigo Twitter), em 3 de janeiro de 2026, Flávio atribui ao presidente reeleito crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em julho, a PF cancelou o depoimento do senador sobre o caso após defesa apresentar esclarecimentos.

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