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Trump diz que nova liderança do Irã quer retomar negociações e ele ‘concordou em conversar’

Após ataques, o presidente dos EUA fala em diálogo com o Irã, mas mantém incerteza sobre prazos; Omã afirma que governo iraniano está aberto a cessar-fogo e novas negociações | Foto: Anadolu Agency/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à revista “The Atlantic” neste domingo (1º) que a nova liderança iraniana quer retomar as negociações e que ele concordou em dialogar.

“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, disse Trump.

Apesar disso, o republicano não quis detalhar quando deve ocorrer a conversa com representantes iranianos. Ao ser questionado se o contato aconteceria hoje ou amanhã, respondeu: “Não posso dizer isso”.

Segundo a publicação, Trump afirmou ainda que parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas recentes morreu nos ataques.

“A maioria dessas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande — foi um grande golpe”, declarou.

O presidente americano ainda disse acreditar na possibilidade de uma mudança interna no Irã.

Segundo ele, há relatos de comemorações nas ruas do país e de manifestações de apoio organizadas por iranianos que vivem no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles.

Apesar disso, Trump ressaltou que a situação continua delicada.

“Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para permanecerem onde estão — acho que é um lugar muito perigoso agora”, disse. “As pessoas lá estão gritando nas ruas de felicidade, mas, ao mesmo tempo, há muitas bombas caindo.”

Mediador de Omã diz que Irã está disposto a negociar

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão após os ataques israelenses e norte-americanos.

A conversa ocorreu por telefone e foi relatada em comunicado divulgado neste domingo pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã.

Segundo Albusaidi, ele defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo “de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”.

Omã tem atuado como mediador nas negociações nucleares entre EUA e Irã, buscando aproximar os dois países em meio às sucessivas crises diplomáticas.

Ataque ao Irã

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado (28). A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho.

Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

O Exército dos EUA informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.

Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias.

No mesmo pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar.

“Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou.

Em inglês, Netanyahu acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em janeiro, o norte-americano afirmou que estava enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel:

O que se sabe sobre a retaliação do Irã:

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