O prefeito Eduardo Paes anunciou, neste sábado (11), que a fábrica de automóveis chinesa BYD vai instalar um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio na Avenida Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte da cidade.
Ao lado do presidente da montadora, Wang Chanfu, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e de executivos da empresa, Paes comemorou a iniciativa. “A BYD acabou de inaugurar uma fábrica no Brasil, esta semana, na Bahia. E já disse a eles que a próxima fábrica que inaugurarem será no Rio”, afirmou.
Assista ao vídeo do anúncio:
O foco de pesquisa será em direção autônoma e em estudos sobre combustíveis flex e a tecnologia DMi. A sigla ‘DM’ significa ‘Dual Mode’ (modo duplo), enquanto o ‘i’ se refere à eficiência inteligente (‘intelligent’). Dessa forma, o sistema prioriza o uso da eletricidade e aciona o motor a combustão apenas quando necessário.
“Toda a parte de autonomous drive, a direção automação, será feita no Galeão”, disse Paes.
Inauguração de fábrica na Bahia
A montadora inaugurou, nesta quinta-feira (09), a estrutura completa de sua primeira fábrica no Brasil, localizada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O complexo industrial — considerado estratégico para os planos de expansão da empresa no continente — já nasce com projeções ambiciosas: a produção anual deve chegar a 600 mil veículos, o dobro da meta inicial.
O anúncio foi feito durante a cerimônia de inauguração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que celebrou o investimento como um marco para a indústria automotiva brasileira e a reindustrialização do país.
“Quando eu soube que a produção seria de 300 mil carros por ano, já achei grandioso. Mas o presidente da BYD [Wang Chuanfu] acaba de anunciar que a meta será dobrada: 600 mil veículos. E isso porque eles querem ir além do Brasil”, disse Lula, ressaltando que a fábrica deverá abastecer mercados da América Latina, África e outras regiões.
A empresa confirmou por meio de nota à imprensa que a fábrica começará com capacidade de produção de 150 mil carros por ano, com aumento gradual até atingir os 600 mil veículos. O plano inicial previa 300 mil unidades em sua segunda fase, mas a expansão foi antecipada com a inauguração do complexo completo.
O complexo de Camaçari deve impulsionar a presença da marca no mercado latino-americano e africano, além de gerar empregos e desenvolvimento local.








