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Salgueiro homenageia Rosa Magalhães em busca do título que não conquista desde 2009

O Salgueiro sempre vem imponente e impressiona a torcida na Sapucaí (Liesa / Divulgação)

conquistar um título desde 2009 (“O tambor”, de Renato Lage), o Salgueiro leva este ano para a avenida a vida e a obra da carnavalesca multicampeã, Rosa Magalhães, que morreu em 25 de julho de 2024. Com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que ao tinha medo de bruxa, de bacalhau e nеm do pirata da perna-de-pau”, a agremiação da Tijuca irá homenagear a carnavalesca Rosa Magalhães, campeã sete vezes na Sapucaí.

A disputa de samba-enredo foi acirrada e a diretoria optou pela fusão dos sambas 8 e 11, das parcerias de Rafa Hecht e Marcelo Motta, que assinarão a obra com mais 20 compositores. A decisão foi anunciada na quadra pelo presidente André Vaz, alegando que era a melhor solução.

Carnavalesca talentosa, cenógrafa e figurinista

A artista plástica, cenógrafa e carnavalesca, Rosa Magalhães morreu em 2024 (Divulgação)

A artista plástica, cenógrafa, figurinista, professora e carnavalesca Rosa Lúcia Bernadetti Magalhães, nasceu no dia 8 de janeiro de 1947, no Rio de Janeiro. Com sete títulos conquistados, ela é a maior detentora de campeonatos na Sapucaí. Rosa Magalhães era formada em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, e em cenografia pela Escola de Teatro da Uni-Rio.

O Salgueiro irá contar a história de Rosa Magalhães, que conquistou diversos títulos (Salgueiro / Divulgação)

“Professora, hoje, sua herança desfila aqui. Em cada memória, em cada enredo sonhado, em cada lágrima emocionada na arquibancada. Todos somos seus honrosos alunos. Legado que está estampado nos pavilhões multicoloridos e nas batidas furiosas de um surdo. E se, no samba, antes faltava este traço de amor, agora não falta mais. A sua história — feita de tantas outras histórias — segue viva, encantando e ensinando, como um livro que nunca fecha, uma festa que nunca termina. Afinal, a plateia pede bis!”, diz um trecho do enredo.

Título com Bumbum, Paticumbum Prugurumdun

Bumbum paticumbum prugurundum, de Rosa Magalhães e Lícia Lacerda, deu o título ao Império Serrano (Divulgação)

Rosa Magalhães entrou para o mundo do carnaval em 1971, ajudando Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues no Salgueiro, ao lado de Maria Augusta, Lícia Lacerda e Joãosinho Trinta. Ela desenhou também figurinos para a Beija-Flor e para a Portela. Em 1982, com amiga Lícia Lacerda, assume pela primeira vez um carnaval, no Império Serrano, onde realizaram o enredo “Bumbum, Paticumbum Prugurundum”. Com um desfile apoteótico, a escola de Madureira foi campeã.

O primeiro carnaval de Rosa Magalhães assinado sozinha foi na Estácio, em 1988, com o enredo “O boi da dá bode”. De volta ao Salgueiro, assina os enredos de 1990 e 1991.

Rosa Magalhães conquistou cinco títulos pela Imperatriz

“Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará” deu o bi à Imperatriz (@wigderfrotaphotography / Divulgação)

Mas a carreira de Rosa Magalhães brilhou na Imperatriz, por onde conquistou cinco títulos, incluindo o primeiro tricampeonato da “Era Sambódromo”Na Imperatriz, Rosa conquistou os títulos com os seguintes enredos: “Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e Tabajeres” (campeã, 1994), “Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará” (bicampeã, 1995), “Brasil mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasilie” (1999), “Quem descobriu o Brasil foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval” (2000), e ” Cana-caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco… Quero vê descê o suco, na pancada do ganzá” (2001).

O último título de Rosa Magalhães no grupo especial foi em 2013 com a Vila Isabel, com o enredo “A Vila canta o celeiro do mundo – Água no feijão que chegou mais um…”. Já a derradeira escola em que Rosa assinou enredo foi a Tuiuti, em 2024. Em 25 de julho ela morreu infarto fulminante, aos 77 anos.

ENREDO: “A delirante jornada carnavalesca da professora que ao tinha medo de bruxa, de bacalhau e nеm do pirata da perna-de-pau”

CARNAVALESCO: Jorge Silveira

Autores: RAFA HECHT, SAMIR TRINDADE, THIAGO DANIEL, CLAIRTON FONSECA, FABRICIO SENA, DEINY LEITE, FELIPE SENA, RICARDO CASTANHEIRA, JP FIGUEIRA, DECO, MARCELO MOTTA, DUDU NOBRE, JULIO ALVES, MANOLO, DANIEL PAIXÃO, JONATHAN TENORIO, KADU GOMES, ZE MORAES, JORGE ARTHUR E FADICO

Intérprete: IGOR SORRISO

EU VIAJEI NOS ROCOCÓS DA ILUSÃO

ARTE QUE ME INSPIROU

REENCONTREI, NO MUNDO DE IMAGINAÇÃO

MEMÓRIAS QUE VOCÊ CRIOU

DOS LIVROS REVI PERSONAGENS

BARROCAS IMAGENS E NOBRES LEMBRANÇAS

AO VISITAR MEUS SONHOS DE FAZ DE CONTA

ME DESENHEI CRIANÇA, VOLTEI A SER FELIZ

QUE TI-TI-TI E ESSE PELO MUNDO A ME LEVAR?

NAVEGUEI SEM SAIR DO MEU LUGAR

APORTEI NO DIA 22 DE ABRIL A SOMBRA DE UM PAU-BRASIL

ASSIM DESCOBRI MEU PAÍS

FAUNA E FLORA, PELO SEU OLHAR

OS DONOS DA TERRA BRASILIS…

UM JEGUE ME FEZ BALANÇAR…

NAS PRATELEIRAS DO LADO DE CA DO EQUADOR

DEVOREI A NAÇÃO

ANDAR NA OUVIDOR VIROU CASO DE AMOR

PRO MEU CORAÇÃO

MESTRA, VOCÊ ME FEZ AMAR A FESTA E EU VIREI CARNAVALESCO

SONHEI SER ROSA, TE FAÇO ENREDO

MESTRA, VOCÊ ME FEZ AMAR A FESTA TANTOS ALUNOS POR AQUI…

SEGUE O LEGADO NA SAPUCAÍ!

Ô LÊ LÊ! EIS A FLOR DOS AMANHÃS

A DÉCIMA ESTRELA BRILHA EM ROSA MAGALHÃES

ONDE O SAMBA É PRIMAVERA, QUE FLORESCE EM FEVEREIRO

NEM MELHOR, NEM PIOR… SALGUEIRO!

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