O Rio de Janeiro voltou ao estágio 1 às 6h desta quarta-feira (29), um dia após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte, que terminou com 64 mortes entre suspeitos e policiais civis e militares. O nível mais baixo na escala de cinco indica que, apesar de ainda haver monitoramento, não há ocorrências com grande impacto na rotina da cidade.
O Centro de Operações da Prefeitura (COR-Rio) informou que todas as vias estão liberadas para o trânsito e os modais de transporte operam normalmente. O estágio 2 havia sido decretado na tarde de terça-feira (28) devido às interdições em vias expressas durante a ofensiva policial.
Durante a operação, mais de 70 ônibus foram sequestrados pelos criminosos e usados como barricadas e diversos modais tiveram os serviços interrompidos, como VLTs e BRTs, impactando a volta para casa de centenas de trabalhadores.
Maior ofensiva já registrada no Rio
A operação envolveu 2,5 mil policiais civis e militares e mais de um ano de investigações. O objetivo foi prender líderes do Comando Vermelho e retomar áreas consideradas estratégicas para o tráfico de armas e drogas.
Segundo o balanço oficial, a ação resultou em:
• 64 mortos (60 suspeitos e 4 policiais)
• 81 pessoas presas
• 93 fuzis apreendidos
• 15 policiais feridos
• mais de 120 quilos de drogas recolhidos
Número de mortos pode aumentar
Na manhã desta quarta-feira (29), moradores da comunidade retiraram mais de 50 corpos de uma região de mata na Penha.
Os corpos foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada João Lucas, uma das principais vias da região.
Segundo testemunhas, as pessoas mortas foram encontradas em buscas na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos na noite desta terça-feira. Moradores afirmam que ainda há corpos na Vacaria, outra área de confrontos.
