O ciclo de sete mandatos de Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara do Rio está oficialmente no fim. O Diário Oficial da Casa (DCM) trouxe, nesta segunda-feira (15), o comunicado de renúncia do vereador, cumprindo o rito final para sua debanda do velho Palácio Pedro Ernesto. Como manda o rito, o documento foi apresentado de próprio punho pelo parlamentar.
Com a renúncia, a vaga fica automaticamente aberta para a primeira suplente do PL, a ex-deputada estadual Alana Passos. Embora a convocação deva ocorrer de imediato, na prática, a troca de guarda acontece em ritmo de recesso: com o fim do ano legislativo, a nova vereadora só deve estrear em plenário nas sessões ordinárias em fevereiro de 2026.
Quem assume a vaga
A escolha de Alana Passos mantém o perfil ideológico da cadeira deixada pelo filho 02 do ex-presidente. Alana é sargento do Exército e possui curso de paraquedista militar. Ela foi deputada estadual entre 2019 e 2023, tendo sido a mulher mais votada da Alerj naquele pleito, surfando na onda bolsonarista da época.
Em 2022, no entanto, não conseguiu a reeleição para a Assembleia Legislativa pelo PTB, ficando na suplência. Agora, retorna à vida pública na esfera municipal, herdando o gabinete de Carlos na Cinelândia.
A ex-deputada, aliás, já anda se familiarizando com os futuros colegas, e circulou pela Câmara na última semana fazendo o reconhecimento de terreno e conversando com a bancada do PL. Ela também esteve no dia da renúncia, na última quinta-feira (11).
Rumo ao Sul e estratégia para 2026
A oficialização da renúncia libera Carlos Bolsonaro para sua mudança para São José, em Santa Catarina. Ele já anunciou que seu foco agora é a pré-campanha ao Senado pelo estado sulista.
A movimentação faz parte das apostas da família Bolsonaro para 2026. Enquanto Carlos busca garantir uma cadeira no Senado por um estado onde o bolsonarismo é hegemônico, o irmão Flávio Bolsonaro, atualmente senador pelo Rio, tem focado na construção de sua candidatura à Presidência da República, preenchendo o vácuo deixado pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro, preso na sede da PF, em Brasília.
Em sua despedida na semana passada, Carlos afirmou que a mudança não é uma fuga, mas “a continuidade de uma luta” e o atendimento a uma “missão maior”.
“Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que não poderia realizar aqui, pois fiz uma escolha guiada por meu coração. Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta, a mesma por liberdade, família e soberania, principalmente num momento tão conturbado do país”, disse no discurso da renúncia.
🏛️ ELEIÇÕES | Carlos Bolsonaro renuncia à Câmara do Rio rumo a pré-campanha em Santa Catarina: ‘Vou atender a um chamado’
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— Agenda do Poder (@agendadopoder) December 11, 2025
