Humanidade, profissionalismo e dedicação à vida pública marcaram a solenidade de entrega do Título de Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro ao médico legista Roger Ancillotti, realizada na terça-feira (2/6), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A homenagem, proposta pelo vereador Renato Moura, reconheceu a trajetória de serviços prestados à população ao longo de décadas de atuação na saúde pública, na medicina legal e na gestão institucional.
Atualmente diretor da Policlínica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Ancillotti também exerce a função de diretor-geral do Rio Imagem Centro, unidade da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) gerida pela Fundação Saúde, cargo que ocupa desde 2014. Ao longo de sua carreira, destacou-se pela atuação na gestão de serviços de saúde, pela contribuição à perícia criminal e pelo compromisso permanente com a assistência à população.
A cerimônia reuniu autoridades, amigos e familiares do homenageado. Compondo a mesa solene, entre outros, o chefe de gabinete da Polícia Civil, Glaudiston Galeano, destacou a dimensão humana de Roger Ancillotti. Ao recordar um episódio envolvendo um policial civil e sua esposa, ambos baleados durante uma tentativa de assalto, ressaltou a mobilização imediata do médico para garantir o atendimento e salvar vidas.
“Como acontece em situações assim, iniciou-se uma verdadeira corrida para garantir atendimento adequado. Eu liguei para Roger e, a partir daquele momento, ele não parou mais, mobilizando profissionais, diretores, especialistas e todos os recursos que estavam ao seu alcance. Graças a Deus, o policial e sua esposa sobreviveram e conseguiram se recuperar. Esse episódio revela quem ele realmente é. Não apenas o médico. Não apenas o perito. Não apenas o gestor. Mas o amigo, o colega, o ser humano. Essa homenagem é absolutamente merecida”, contou ele, representando o secretário de Polícia Civil, delegado Delmir da Silva Gouvêa.
O ex-secretário de Polícia Civil Fernando Albuquerque lembrou a contribuição histórica do homenageado para a PCERJ, destacando que Ancillotti foi o primeiro superintendente de Polícia Técnico-Científica após a implementação do novo modelo institucional garantido pela Lei Orgânica da corporação. “O Dr. Roger exerceu essa função com equilíbrio, competência e profundo conhecimento técnico. Foi fundamental para decisões importantes, para o planejamento estratégico e para a construção das soluções que a instituição precisava. Por diversas vezes, em sua área de atuação, foi fundamental para decisões importantes, para o planejamento estratégico e para a construção das soluções que a instituição precisava”, declarou.

No quesito generosidade e disponibilidade do homenageado em ajudar pessoas, independentemente de vínculos pessoais, as falas foram fazendo coro à cerimônia. O delegado e ex-corregedor da Polícia Civil, Paulo Passos, ressaltou: “A presença de tantas autoridades aqui hoje demonstra o respeito que Roger conquistou ao longo da carreira. Mas o que mais me chama atenção nele é a forma como ele se entrega às pessoas. Outra característica marcante é sua fé. Independentemente da religião de cada um, Roger sempre demonstrou valores humanos sólidos, baseados no respeito, na solidariedade e no amor ao próximo”, afirmou.
Representando a comunidade acadêmica, o professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Claudio Cerqueira Lopes, destacou a contribuição de Ancillotti para a aproximação entre a pesquisa científica e a atividade pericial, especialmente na difusão e validação do uso do luminol na perícia criminal brasileira.
“Nossa parceria começou em 2002 e já soma mais de duas décadas de trabalho conjunto, pesquisa e amizade. Roger teve papel fundamental na divulgação e utilização do luminol pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Muitos alunos, pesquisadores e peritos foram beneficiados pelo trabalho que desenvolvemos em conjunto e pela dedicação que ele sempre demonstrou à ciência e à formação profissional”, destacou.
Autor da homenagem, o vereador Renato Moura ressaltou que a honraria simboliza o reconhecimento de uma trajetória construída pelo trabalho e pelo serviço à sociedade. “Roger não deixou apenas rastros. Deixou exemplos de profissionalismo, ética e respeito ao ser humano. O Rio de Janeiro tem hoje o privilégio de receber formalmente como cidadão alguém que, na prática, já servia esta cidade há muitos anos”, afirmou.
Também integrante da mesa solene, o vereador Dr. Gilberto destacou a relevância da atuação de Ancillotti na medicina legal e na perícia criminal. “É gratificante ver a Câmara Municipal do Rio de Janeiro reconhecer alguém que tanto contribuiu para a sociedade e que sempre exerceu suas funções com responsabilidade, dignidade e espírito público”, disse.
A cerimônia contou, ainda, com a presença do corregedor-geral da Polícia Civil, Alexandre Capote Pinto, da delegada Inamara Costa, além de diversas autoridades, colegas de profissão e representantes de instituições públicas.
Em seu discurso de agradecimento, Roger Ancillotti relembrou sua trajetória profissional e a relação construída com a cidade. “Ao longo dos anos, o Rio de Janeiro deixou de ser apenas o local onde exerci minha profissão. O Rio tornou-se parte da minha identidade afetiva, moral e humana. Hoje compreendo que ser carioca vai muito além do lugar onde se nasce. Ser carioca é um estado de espírito”, afirmou.
A emoção tomou conta do plenário com as homenagens prestadas pela família. A esposa do homenageado, Lucia Helena Ancillotti, fez um relato sobre a dedicação do marido à profissão, aos amigos e à família. “Sou testemunha diária de sua dedicação, de seu comprometimento, de sua competência profissional e, especialmente, de sua permanente disposição para ajudar qualquer pessoa que necessite. Você acolhe, ajuda e escuta sem fazer distinções. Parabéns por esta homenagem. Eu te amo”, declarou.
Os filhos Roger Ancillotti Filho, Maria Clara Ancillotti e João Paulo Martins também acompanharam a solenidade, que foi marcada por momentos de emoção e reconhecimento. Ao fim da cerimônia, o homenageado recebeu os cumprimentos dos presentes em um coquetel.