Comandado no Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes, o Partido Social Democrático (PSD) reuniu sua bancada na Alerj nesta quinta-feira ( 4) e decidiu votar pela manutenção da prisão de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da presidência do parlamento fluminense pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a Polícia Federal concluir que ele vazou para o ex-deputado TJ Jóias a investigação que o levou à prisão em Bangu 1 pelo envolvimento com líderes da facção criminosa Comando Vermelho.
Bacellar, do União Brasil, também não terá os votos dos deputados do PSOL. O MDB, partido comandado por Washington Reis, agora adversário de Bacellar, é outra legenda com a qual o presidente afastado não terá apoio em plenário. Foi Rodrigo Bacellar quem exonerou Washington Reis da secretaria estadual de Transportes e Mobilidade quando assumiu o governo do estado interinamente meses atrás. O PP e o PL ainda não se manifestaram. O governador Cláudio Castro (PL), ex-aliado de Bacellar, ainda não foi às redes sociais comentar a prisão de seu ex-secretário de Governo.
Bacellar, candidato declarado à sucesão de Cáudio Castro em 2026, está preso na Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, Centro do Rio de Janeiro. Alerj já foi comunicada oficialmente sobre os fatos que levaram à prisão de Bacellar e agora começa a discutir a saída desta crise. O proceso de Bacellar na Alerj é político. Caberá aos deputados estaduais manterem ou não, pelo voto aberto em plenário, a prisão do ex-presidente afastado, sem prejuízo do desdobramento das investigações do Supremo Tribunal Federal.
A definição do PSD ocorreu em reunião convocada pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Pedro Paulo. Os seis deputados que compõem o bloco na Alerj são Átila Nunes, Cláudio Caiado, Lucinha, Luiz Paulo, Munir Neto e Sérgio Fernandes.
Eis a íntegra da nota emitida pelo partido após a reunião:
O PSD-RJ defende instituições fortes e blindadas contra a influência do crime organizado no Rio de Janeiro. Conforme estabelecem a Constituição Federal (art. 53, § 2º) e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 102), cabe ao plenário da Alerj deliberar sobre a manutenção da prisão de parlamentar — competência que deve ser exercida com responsabilidade e consciência de suas consequências.
A gravidade dos fatos apurados pela Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal envolvendo o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro exige máxima atenção e postura firme do Parlamento. O PSD-RJ defende a manutenção da prisão preventiva, assegurando que as investigações possam avançar com a independência e o rigor necessários, salvaguardando o direito à ampla defesa e o contraditório.








