Projeto da Escola Firjan SESI Maracanã sobre violência escolar vence prêmio nacional de educação

Jogo de cartas que debate causas e soluções de violências no âmbito escolar foi um dos 15 finalistas do Brasil e único do Rio de Janeiro

Um projeto que debate causas e soluções de violências diversas no âmbito escolar, criado por alunas da Escola Firjan SESI Maracanã, é um dos seis vencedores do “Prêmio LED – Luz na Educação”, iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho que mapeia, reconhece e financia práticas educativas inovadoras no Brasil. O projeto – único do Rio entre os 15 finalistas, após competir com centenas de inscritos de todo o Brasil – recebe agora seu quinto prêmio, cujos vencedores foram anunciados num programa transmitido pela Rede Globo nesta quarta-feira (1/4) para todo o Brasil.

A partir de um trabalho do Clube de Humanas da escola, quatro ex-alunas do Ensino Médio formadas em 2025 criaram há três anos, com o apoio dos professores, um jogo de cartas sobre combate à violência, o True. Nele, os jovens fazem associações e debates sobre uma situação, uma causa e uma solução. Por exemplo, um aluno tira uma carta com a hipótese “João faltou à aula devido a uma operação policial”. A partir disso, eles debatem possíveis causas, como “desigualdade social” ou “acesso ao uso de drogas/armas”, e soluções como “implementar programas de apoio psicológico e social para os alunos” ou “tutoria e reforço escolar”. Os temas envolvem diferentes formas de preconceito, violência doméstica, entre outros.

Tal hipótese já foi vivenciada por uma das criadoras, Ysabelle Rodrigues Gonçalves, de 18 anos. Moradora da Maré, ela conta que só descobriu por meio do projeto que vivenciava uma violência escolar. “Houve um período em que não conseguia ir à escola devido a operações policiais na comunidade. Isso viola o direito à educação, e eu passei muito por isso numa época durante o primeiro ano do Ensino Médio. Assim como eu, sempre havia um aluno que achava certas situações normais, mas só descobriram a problemática e possíveis soluções com o jogo”, conta Ysabelle, acrescentando ainda que, para melhorar a acessibilidade, eles também desenvolveram, com o apoio de técnicos da unidade, um aplicativo de celular disponibilizando durante feiras e eventos.
 

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