Primeiro lote de vacinas da Pfizer chega amanhã ao Brasil; 12 cidades do Rio não tem CoronaVac para segunda dose

abril 28, 2021 /

Doses serão distribuídas para os 26 estados e o Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, a orientação é que sejam priorizadas as capitais devido às condições de armazenamento da vacina

O primeiro lote de vacinas da Pfizer chega amanhã (29) ao Brasil. No total, 1 milhão de doses serão transportadas em voo que chegará ao Aeroporto de Viracopos, com aterrissagem prevista para as 19h.

s doses serão distribuídas para os 26 estados e o Distrito Federal. Segundo o Ministério da Saúde, a orientação é que sejam priorizadas as capitais devido às condições de armazenamento da vacina, que demanda temperaturas muito baixas.

Conforme o Ministério da Saúde, os entes federados receberão de forma proporcional e igualitária. Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC, cuja conservação pode ser feita apenas durante 14 dias. Após entrar na rede de frio, com temperaturas de armazenamento entre 2ºC e 8ºC, o prazo para aplicação é de cinco dias.

Por essa razão, o Ministério informou que enviará duas remessas diferentes. Cada uma delas terá 500 mil doses e será referente, respectivamente, às primeira e segunda doses que cada cidadão deverá receber.

O Ministério da Saúde comprou 100 milhões de doses do imunizante. Em março, em reunião com a farmacêutica, a pasta apresentou a previsão de que até junho seriam entregues 13,5 milhões de doses.

Covid-19: Chega a 12 o número de municípios no estado do Rio sem aplicar segunda dose da vacina CoronaVac

Ao menos 12 municípios do Estado do Rio de Janeiro estão com a aplicação da segunda dose da vacina CoronaVac suspensa nesta quarta-feira, dia 28. As prefeituras dizem esperar uma nova remessa do imunizante para retomar o cronograma da segunda dose. Nesta quarta, o Instituto Butantan, responsável pela produção da CoronaVac no Brasil, anunciou no Twitter que enviará, na sexta-feira, um lote com 600 mil unidades da vacina ao Ministério da Saúde.

Com a justificativa de falta de vacinas, cidades como Duque de Caxias e Rio Bonito suspenderam a segunda dose com o imunizante ainda na segunda-feira, dia 26. Já na terça-feira, dia 27, Mesquita, Maricá, Nova Iguaçu, Duas Barras, Arraial do Cabo, Mangaratiba, Italva, Nilópolis e Barra Mansa anunciaram que seus estoques do imunizante também haviam chegado ao fim.

As prefeituras dizem esperar uma recomendação da Secretaria estadual de Saúde (SES) para saber como proceder. Procurada, a pasta informou que “aguarda informações do Ministério da Saúde quanto à distribuição de uma nova remessa de segunda dose de CoronaVac, assim como orientação quanto às possibilidades da ampliação do intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose do imunizante”.

Com a suspensão do cronograma nestes municípios, diversos idosos que estavam com a segunda dose agendada para esta semana estão sem saber quando poderão completar a sua imunização. De acordo com a bula da CoronaVac, o intervalo entre as doses pode ser entre 14 e 28 dias.

No caso de Nova Iguaçu, a prefeitura informou em nota que agendou o retorno para a segunda aplicação 21 dias após a primeira dose, criando uma margem de 7 dias para possíveis atrasos. No entanto, outros municípios do Rio, como Mesquita, marcaram a segunda dose para a data limite, 28 dias após a primeira. Seguindo as orientações do Ministério da Saúde, a prefeitura informou que não guardou as vacinas para a segunda aplicação, e não recebeu nesta semana doses suficientes para imunizar o planejado.

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.