Pré candidata ao Senado, Aspásia Camargo defende Pacto Federativo para a Baixada Fluminense

agosto 13, 2018 /

   O Novaiguassuonline inaugura hoje (13/08) um espaço para que os candidatos ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro apresentem suas propostas aos eleitores fluminenses que comparecerão às urnas nas eleições de outubro próximo. Trata-se de um serviço à Democracia. Nosso dever é o de acolher todas as opiniões para que o eleitores façam sua escolhas pelo contraditório. Aspásia Camargo, do PSDB, é a autora do primeiro artigo desta página de Opinião. Ela é socióloga,ambientalista, Professora de Sociologia e Ciências Políticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Fundação Getúlio Vargas, onde criou o CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil) e o CIDS (Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável), órgão voltado para o estudo, a reflexão, a promoção e a disseminação do conceito de desenvolvimento sustentável. Foi também Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Presidente do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; e Secretária Executiva do Ministério de Meio Ambiente e subsecretária municipal de Planejamento e Gestão Governamental.

​UM NOVO PACTO FEDERATIVO PARA A BAIXADA FLUMINENSE

Tudo que é bom para o Rio é bom para a Baixada Fluminense. Pertencemos à mesma grande metrópole que Brasília trata como um pequeno município. E que a cidade capital sempre ignorou. Erro grave que sempre combati em minha vida pública. Sou portadora de um Novo Pacto Federativo que anunciei em 1991 na Fundação Getúlio Vargas e que defenderemos para as Regiões Metropolitanas, especialmente para o Rio de Janeiro. O Rio é uma cidade ainda pobre mas indivisível, cujo destino de grandeza depende de seus municípios, que têm uma História e se orgulham de sua identidade. Temos um patrimônio natural que preservamos e usamos mal, como a Baía de Guanabara e nossas áreas verdes. Nossa população circula, vive e trabalha entre pontos extremos de uma metrópole insustentável, e poderíamos encurtar esse trajeto. O preço exorbitante da passagem mantém nossos jovens em casa, prisioneiros. É hora praticar a mobilidade urbana que encurte estes longos trajetos e integre cidades e bairros entre si, acabando com tão prejudicial isolamento. Nova Iguassu é a joia da coroa, com seu território e cobertura florestal de 67% que merece substancial ICMS Verde. A cidade é também um pólo econômico regional que precisa crescer em tamanho e em qualidade, com seus cosméticos e derivados que deveriam ser o carro chefe da nova economia fluminense. Afinal, devemos ir além da economia do petróleo, como venho repetindo há décadas. A Serra do Mendanha deveria unir o rio à Baixada e não dividir a Baixada. Lindas paisagens e parques poderiam ser centros de visitação e turismo em nosso estado, sem esquecer os concorridos esportes radicais, cuja capital mundial é o Rio de Janeiro. O Parque de Nova Iguaçu tem palco semelhante às Terme de Caracale da ópera ao ar livre italiana. E Nova Iguassu já recebeu Caruso na década de 1920, lembram-se? A fazenda São Bernardino, que pertenceu à Família Real, a antiga fábrica de tecidos de Paracambi, e as velhas linhas de trem, todas magníficas para o turismo, foram injustamente esquecidas. O BNDES tem uma linha de crédito especial para salvá-las e pode ser nosso parceiro. Afinal, tudo isto é preciosa fonte de empregos! Dediquei meu último livro, Metrópole Sustentável, que organizei com Rodrigo Medeiros, à Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Nele, eu e Vicente Loureiro estamos juntos, como estivemos desde o início de seu Plano Estratégico. Planejar e Integrar é nossa palavra- chave, na saúde, na educação, no desenvolvimento e na luta por novos empregos na nova sociedade digital que exige tecnologia, rapidez, determinação e ousadia. Queremos uma Região Metropolitana verdadeira, com a volta da FUNDREM e de seus recursos federais! E um estatuto da Metrópole diferente do que foi aprovado em 2016, e que não tem fundos! Só os poucos mas concentrados recursos federais, fora da corrupção, podem, no lugar certo, nos ajudar a produzir riquezas.

* ASPÁSIA CAMARGO 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.