Ícone do site Nova Iguassu Online

Policiais de Belford Roxo são presos por ‘propina de R$ 50’ para vigiar clínica

Belford

Sexta fase da Operação Patrinus mirou esquema de policiamento privado no 39º BPM (Belford Roxo)

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) fez, nesta quinta-feira (10), a 6ª fase da Operação Patrinus. A ação cumpriu três mandados de prisão preventiva contra policiais militares acusados de negociar e receber pagamentos para oferecer “policiamento privilegiado” a uma clínica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Dois dos alvos já estavam presos por desdobramentos anteriores da investigação e o terceiro foi localizado e preso em sua casa, no bairro Parque Rosário, Nova Iguaçu. A ação desta quinta contou com o apoio da Corregedoria-Geral da corporação e da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen).

Empresas eram ‘padrinhos’

A denúncia recebida pela Auditoria da Justiça Militar aponta que os agentes integravam o 39º BPM (Belford Roxo) entre setembro e outubro de 2021, período da cobrança. Segundo as investigações, o estabelecimento fazia parte de um grupo de empresas chamadas pelos acusados de “padrinhos”, que pagavam para ter rotas de patrulhamento direcionadas e atendimento prioritário com uso da estrutura pública da Polícia Militar.

Mensagens de telefones apreendidos revelam discussões entre os envolvidos sobre os repasses, onde cobravam a complementação de pagamentos que variavam entre R$ 50 e R$ 100. Um dos denunciados já foi expulso da corporação.

Operação começou em 2024

A Operação Patrinus começou em 2024 para desarticular esquemas sistemáticos de corrupção policial na Baixada Fluminense. A primeira fase, deflagrada em maio daquele ano, resultou na prisão de 13 PMs por venda de armas apreendidas e extorsão a comerciantes e motoristas de transporte alternativo.

Desdobramentos subsequentes ocorridos ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026 já haviam levado à prisão dezenas de outros integrantes do mesmo batalhão por segurança privada ilegal durante o expediente, venda de armas para traficantes e cobrança de taxas semanais de proteção.

Sair da versão mobile