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Polícia Civil realiza operação para capturar assassinos de torcedor do Vasco; ação terminou com oito presos, entre eles, o presidente da Jovem Fla

Thalyta e Rodrigo, torcedor vascaíno morto no Rio. — Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

A Polícia Civil realizou, na manhã deste sábado (20/09), uma operação contra criminosos que mataram Rodrigo José da Silva Sant’anna e tentaram matar uma segunda vítima. Os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em bairros das zonas Norte e Oeste do Rio. Ao todo, oito homens foram capturados, inclusive o presidente de uma torcida organizada.

O crime foi praticado no dia 11 deste mês, em Oswaldo Cruz. Naquele dia, ocorreria uma partida entre Vasco e Botafogo. As investigações demonstraram que Rodrigo, torcedor do Vasco, foi alvo de criminosos que se identificam como torcedores de um terceiro time, que nada tinha a ver com a disputa esportiva da ocasião.

O presidente da Torcida Jovem Fla foi preso, neste sábado. Na última terça, a Justiça do Rio suspendeu, por dois anos, a entrada da torcida organizada em qualquer evento esportivo.

A ação deste sábado acontece um dia antes do clássico Vasco e Flamengo, no Maracanã. Segundo a polícia, a torcida organizada vascaína planeja um ataque em vingança. Por isso, a partida vai ter um esquema especial de segurança com 750 policiais militares e somente torcidas organizadas regulares poderão entrar com bandeiras de mastro e instrumentos musicais.

Conforme apurado pela equipe da DHC, o crime teve motivação “fútil, abjeta e primitiva”, com os bandidos organizados para atacar outros torcedores. Eles não utilizaram símbolos do time para o qual torcem a fim de evitar a identificação.

Na ocasião, Rodrigo e outros torcedores foram emboscados pelos criminosos, que atacaram com fogos de artifício. Testemunhas relataram ainda terem ouvido pelo menos quatro disparos de arma de fogo, tendo um deles atingido a vítima. A Delegacia de Homicídios foi acionada e prontamente iniciou a investigação, que levou à qualificação dos bandidos.

Com base nos elementos coletados, inclusive análise de imagens de câmeras de segurança que demonstraram a participação dos envolvidos, a autoridade policial representou pelas prisões.

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