Presidente americano saiu ileso de ataque promovido por suspeito, que foi preso, mas falhas na segurança estão sendo investigadas
Os agentes do Serviço Secreto americano e do FBI ainda tentam determinar qual foi a motivação da tentativa de ataque sofrida pelo presidente Donald Trump, na noite de sábado, 25. Um suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi preso ao cruzar um posto de segurança no hotel Washington Hill, que sediava um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O presidente foi retirado às pressas do evento, sem ter sofrido qualquer ferimento.
Uma das principais questões a serem respondidas nesse momento é como Allen conseguiu chegar tão perto do alvo, apesar do forte esquema de segurança. Ele estava armado com facas, uma espingarda e uma e uma pistola. O que se sabe, até o momento, é que o acesso foi facilitado porque o homem se hospedou no Washington Hilton, na véspera do jantar. Não havia detectores de metal instalados nas entradas do hotel no sábado, e um perímetro de segurança foi estabelecido apenas próximo ao salão de baile.
Outro ponto é se outras pessoas integraram a ação. Informações preliminares indicam que não. “É um lobo solitário”, declarou Trump, em entrevista coletiva, após voltar à residência oficial da República. “É uma profissão perigosa”, disse ele, após comparar o cargo que ocupa ao de peão de boiadeiro. Na troca de tiros, um agente do Serviço Secreto chegou a ser atingido, mas foi salvo pelo colete à prova de balas.
Em 2024, durante a campanha eleitoral, o presidente americano sofreu ferimentos leves na orelha, causados por uma bala de fuzil disparada por um atirador durante um comício, na Pensilvânia. Meses depois, já eleito, foi vítima de outra tentativa de atentado em seu clube de golfe na Flórida, quando um homem que quebrou o perímetro de segurança foi morto pelos agentes do governo.
Na noite de sábado, autoridades federais cercaram a casa de Allen, nos aredores de Los Angeles. O suspeito é acusado de porte de arma de fogo e agressão e deve ser apresentado a um tribunal federal na segunda-feira, 27.
- com informações de agências de notícias internacionais.
