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Plano de reocupação de territórios no RJ prevê policiamento comunitário e funcionamento de bases 24 horas

O projeto-piloto será realizado em comunidades da Zona Sudoeste com população de 85 mil habitantes. A previsão é que o projeto possa impactar 1,2 milhão de pessoas

O plano de reocupação de territórios enviado pelo governo do Rio de Janeiro na segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal terá a utilização de policiamento comunitário a partir de bases integradas de segurança territorial (BIST), com previsão de funcionamento 24 horas nos territórios reocupados.

As bases contarão com tecnologia de monitoramento, que prevê, entre outras funcionalidades, a identificação de placas de carros clonados, roubados ou com mandados de prisão.

O projeto-piloto será realizado nas comunidades de Rio das Pedras (dominada pela milícia e pelo Terceiro Comando Puro) e Gardênia Azul e Muzema (dominadas pelo Comando Vermelho), uma região com mais de 85 mil habitantes, segundo o governo do Estado.

A previsão é que o projeto tenha o potencial de impactar até 1,2 milhão de pessoas. A grande Jacarepaguá vem sofrendo com disputas envolvendo facções nos últimos anos.

“É uma região que o crime organizado hoje tem interesse”, afirmou o secretário Victor dos Santos.

O plano prevê, além de ações de segurança para retirada de organizações criminosas, parcerias com os governos municipal e federal e investimentos em educação, infraestrutura e urbanismo.

A previsão é que as próximas fases do plano de reocupação de territórios sejam definidas a partir de critérios como alcance populacional, menor risco de confronto policial imediato e risco de expansão territorial.

Segundo o governo do Estado, a estimativa é de que o crime organizado tenha lucrado na região da Grande Jacarepaguá:

Os próximos passos do programa dependem da homologação do STF.

Cada território, segundo o plano enviado ao STF, terá um plano tático específico para uma estratégia de ocupação e permanência.

Entre as comunidades candidatas a receber o projeto, devido à sua alta densidade populacional, estão:

Entenda abaixo quais são os eixos do plano enviado ao STF:

EIXO 1 – Segurança Pública e Justiça

Objetivo: Eliminar a presença armada de organizações criminosas, garantir a ordem pública e restabelecer o império da lei.

Ações:

EIXO 2 – Desenvolvimento Social

Objetivo: Resgatar a cidadania e ampliar o acesso a direitos fundamentais.

Ações:

EIXO 3 – Urbanismo e Infraestrutura

Objetivo: Reurbanizar os territórios e integrar os espaços à cidade formal.

Ações:

EIXO 4 – Desenvolvimento Econômico

Objetivo: Promover oportunidades de geração de renda, trabalho e empreendedorismo local.

Ações:

EIXO 5 – Governança e Sustentabilidade do Projeto

Objetivo: Garantir articulação permanente entre os entes públicos e a população local.

Ações:

Pesquisa com moradores

Para a realização do plano de reocupação, o governo do Estado preparou uma pesquisa com a seguinte pergunta para o morador: “O que você precisa?”

“Na gestão do monitoramento desse projeto há a participação ativa da comunidade. Essa intervenção é uma ação policial para garantir que todos os serviços cheguem à comunidade”, afirmou Victor dos Santos.

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