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PGJ assina acordo com Procuradoria Antimáfia da Itália e apresenta atuação do MPRJ no combate ao crime organizado no Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália firmaram, nesta sexta-feira (18/07), um acordo de cooperação técnica que tem como objetivo o fortalecimento da parceria institucional e técnica entre os dois órgãos. O documento foi assinado pelo procurador-geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, e pelo procurador nacional antimáfia e antiterrorismo da Itália, Giovanni Melillo.

No evento realizado em Palermo, ocorrem reuniões de trabalho em memória dos magistrados Giovanni Falcone e Paolo Borsellino. Sob o tema “Os Desafios do Crime Organizado Transnacional: Cenários Europeus e Latino-Americanos de Cooperação Judicial Internacional”, o encontro reúne autoridades do Ministério Público e da magistratura da Europa e da América Latina. Antonio José também proferiu palestra durante a programação.

O acordo assinado em Palermo foi articulado pela Assessoria Internacional do MPRJ. A promotora de Justiça Carina Senna, assessora internacional, acompanhou a solenidade. Entre as principais atividades previstas na cooperação estão a realização de seminários, conferências, workshops e grupos de trabalho temáticos; o intercâmbio de membros, servidores e especialistas; o desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicações conjuntas; além do estímulo à criação de equipes de investigação e à troca de boas práticas institucionais, operacionais e investigativas.

Na manhã desta sexta-feira, no painel “Estruturas Criminais Brasileiras”, o PGJ proferiu a palestra “O Comando Vermelho e a Milícia: estrutura e dinâmicas do crime organizado no Estado do Rio de Janeiro”, na qual apresentou a experiência institucional do MPRJ no enfrentamento às organizações criminosas no estado. Em sua exposição, o procurador-geral de Justiça abordou a evolução histórica, o impacto territorial e econômico das organizações criminosas, sua capacidade de infiltração institucional e a gravidade da perda de controle estatal em áreas dominadas.

Ao abordar os impactos concretos da expansão do crime organizado sobre a vida da população e a percepção internacional sobre o país, o procurador-geral ressaltou: “Essa é uma realidade cotidiana, uma experiência traumática. As armas são usadas para múltiplas singulares, sobretudo para controle territorial. importante.

Também participaram do painel do PGJ do Paraná, Francisco Zanicotti, que abordou “O papel das organizações brasileiras na Tríplice Fronteira”, e o promotor do GAECO/SP, Fabio Ramazzini Bechara, com a exposição “O Primeiro Comando da Capital: estrutura e funcionamento do crime organizado em São Paulo”.

Nos dias de evento, as autoridades participam de diálogos estratégicos e colaborativos ao aprofundamento do conhecimento sobre os modelos operacionais das organizações criminosas na Europa e na América Latina; à análise das conexões e convergências entre grupos que atuam nos mercados globais de drogas e fluxos financeiros ilícitos; e ao intercâmbio de estratégias e técnicas investigativas inovadoras. A iniciativa integra o Programa da União Europeia EL PACCTO 2.0, com apoio do Programa Falcone Borsellino e em colaboração com os programas COPOLAD III e ITAJUS, e prestou homenagens a magistrados vítimas da atuação do crime organizado.

Participaram ainda o presidente do Tribunal de Apelação de Palermo, Matteo Frasca; a procuradora-geral do Tribunal de Apelação de Palermo, Lia Sava; o subsecretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, Giorgio Silli; a secretária-geral da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA), Antonella Cavallari; e o diretor-adjunto do programa da União Europeia “EL PACCTO 2.0”, Giovanni Tartaglia Polcini. As edições anteriores do encontro foram realizadas em Palermo, Foz do Iguaçu e Amsterdã.

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