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PF encontra R$ 450 mil escondido em sofá durante operação contra esquema na saúde; vídeo

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Segundo a PF, o local é vinculado a Washington Reis (MDB) desde 2021

A Polícia Federal encontrou R$ 450 mil em espécie escondidos sob um sofá durante a segunda fase da Operação Anafóra, deflagrada nesta terça-feira (30) para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de recursos públicos da saúde. A apreensão ocorreu em uma empresa de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Os valores foram encontrados na empresa Laticínio Vale Carioca, empresa que, segundo a PF, é vinculada ao ex-prefeito de Duque Caxias Washington Reis. O político negou pertecer ao quadro societário da companhia. Em nota, declarou:

“O presidente do MDB do Rio de Janeiro Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, esclarece que não foi alvo da segunda etapa da Operação Anáfora, da Polícia Federal, e que as empresas citadas e alvos da operação executada hoje, 30 de junho, não são de sua propriedade, assim como não tem participação em nenhuma delas”, diz nota da assessoria.

Contudo, de acordo com investigação da PF, em 2021 o próprio Washington Reis se identicava como proprietário da Laticínio Vale Carioca, ao felicitar João Marques, presidente da Associação das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Latcínios.

Num vídeo, em posse da Polícia Federal, Reis afirma:

“Nosso querido presidente João Marques, aqui quem fala é o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, amigo do Celsinho, da Fazenda Chalé. Eu e meu sócio Rodrigo somos proprietários do Laticínio Vale Carioca, produzindo manteiga, doce de leite, bebias lácteas, iorgurtes, enfim,toda cadeia produtiva dos lácteos. E é com muita alegria que nós estamos ali parabenizando por essa grande empreitada e o senhor pode contyar com todo o nosso apoio. Um abraço forte amigo”.

Os agentes investigam ocultação de patrimônio supostamente adquirido com dinheiro desviado da área da saúde. Além Washington Reis e Rodrigo Vieira Rangel, o sócio administrador da empresa, Carlos Tadeu Ferreira, também é investigado.

Veja o vídeo

 

Ao todo, policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. Dez foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), já que parte dos investigados possui foro por prerrogativa de função.

Investigação é desdobramento de operação de 2022

De acordo com a Polícia Federal, a nova fase da Operação Anafóra é um desdobramento das investigações iniciadas em setembro de 2022. Na ocasião, Washington Reis figurava entre os principais alvos da investigação. À época, ele era candidato a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa encabeçada por Cláudio Castro, que buscava a reeleição.

Outro alvo daquela etapa foi o empresário Mário Peixoto, apontado pelo Ministério Público Federal como um dos beneficiários de um esquema de corrupção investigado anteriormente na Operação Favorito, deflagrada em 2020.

As investigações relacionadas à Operação Favorito tiveram como foco supostas irregularidades ocorridas durante o governo de Wilson Witzel, que acabou sofrendo impeachment pouco mais de um ano após assumir o comando do Executivo estadual.

As apurações apontam que os investigados utilizavam terceiros para ocultar bens, realizavam despesas incompatíveis com a renda declarada e negociavam imóveis com o objetivo de esconder a origem ilícita do patrimônio.

Os mandados desta terça-feira são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e outros crimes que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

A reportagem não conseguiu contato com os outros citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

O que diz Washington Reis

“O presidente do MDB do Rio de Janeiro Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, esclarece que não foi alvo da segunda etapa da Operação Anáfora, da Polícia Federal, e que as empresas citadas e alvos da operação executada hoje, 30 de junho, não são de sua propriedade, assim como não tem participação em nenhuma delas.

O presidente do MDB esclarece ainda que colabora e sempre colaborou com as investigações e que nada foi encontrado que desabone sua conduta.

Washington Reis esclarece também que é o maior interessado em que a Polícia Federal continue a investigação para que os culpados respondam pelos crimes cometidos.”

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