A quarta rodada da pesquisa do Instituto Gerp para o governo do Estado do Rio de Janeiro revela um cenário de ampla vantagem para o prefeito da capital, Eduardo Paes, do PSD, e ao mesmo tempo indica que a eleição de 2026 ainda parece estar longe de mobilizar a maior parte do eleitorado fluminense.
Paes lidera com folga no cenário estimulado
No cenário estimulado para governador — quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados — Eduardo Paes aparece com 46% das intenções de voto, consolidando ampla vantagem sobre os demais concorrentes. Na sequência surgem: Garotinho — 8% , Glauber Braga — 6% ,Felipe Curi — 5% , Douglas Ruas — 4%, General Pazuello — 4%, Wilson Witzel — 3% Outros nomes aparecem com 1% cada, enquanto alguns sequer pontuaram. Além disso, 12% afirmam não votar em nenhum deles e 10% não souberam ou não responderam.

A diferença entre o líder e os demais candidatos revela um cenário incomum: uma disputa que, ao menos neste momento, não apresenta sinais claros de competitividade. Mas o dado mais revelador da pesquisa talvez não seja a liderança de Paes — e sim o grau de desinteresse do eleitorado pela eleição para governador. Quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem apresentação de nomes, 60% dos eleitores afirmam não saber em quem votar para governador ou preferem não responder.
Mesmo quando os nomes são apresentados aos entrevistados, a indefinição continua elevada: 22% do eleitorado permanece sem escolha mesmo após a apresentação das opções. Na prática, os números sugerem que, para grande parte da população, a eleição estadual ainda nem começou, apesar de o calendário já estar no mês de março do ano eleitoral. Diante desse cenário de baixo engajamento do eleitorado, tudo indica que serão as campanhas eleitorais que assumirão o protagonismo na disputa deste ano no Estado do Rio de Janeiro, com potencial para redefinir o nível de conhecimento dos candidatos e reorganizar o quadro eleitoral à medida que o debate político ganhar intensidade.

Nesse tipo de ambiente, candidatos com alto grau de conhecimento público tendem a largar na frente, enquanto adversários menos conhecidos ainda lutam para se tornar familiares ao eleitor.
Garotinho lidera na rejeição

Senado aparece mais fragmentado
A disputa para o Senado Federal apresenta um quadro bem mais competitivo. Nenhum dos nomes testados aparece com vantagem expressiva sobre os demais, indicando que a corrida pelas vagas no Senado ainda está longe de se consolidar.

No primeiro voto estimulado para senador, os resultados são: ✓ Cláudio Castro — 20% ✓ Benedita da Silva — 16% ✓ Marcelo Crivella — 11% ✓ Marcio Canela — 7% ✓ Rodrigo Pimentel — 7% ✓ Alessandro Molon — 6% Outros candidatos aparecem com percentuais menores. Além disso, 10% afirmam não votar em nenhum nome apresentado e 6% ainda não sabem em quem votar.
Quando considerado o segundo voto para senador — já que cada eleitor pode escolher dois candidatos — o cenário permanece bastante aberto e sem a formação de um bloco claramente dominante. Esse comportamento reforça o caráter competitivo da disputa e indica que o resultado final deverá depender fortemente da dinâmica da campanha e das alianças políticas que serão formadas ao longo do processo eleitoral.
Segundo voto para o Senado

✓ Cláudio Castro — 13% ✓ Benedita da Silva — 11% ✓ Marcelo Crivella — 8% ✓ Alessandro Molon — 8% ✓ Rodrigo Pimentel — 5% ✓ Marcio Canela — 3%
Esse tipo de eleição costuma ser mais volátil, justamente porque cada eleitor pode votar em dois candidatos, o que amplia o espaço para rearranjos políticos ao longo da campanha., observa Gabriel Pazzos, Diretor Geral do Instituto Gerp.
Polarização nacional também se reflete no Rio

Na disputa presidencial, a pesquisa mostra que o eleitorado fluminense segue dividido entre os dois principais polos da política nacional. No estado do Rio de Janeiro, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%, configurando empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Outros nomes aparecem com percentuais menores, como Ciro Gomes com 6% e Ratinho Jr com 3%. Ainda segundo o levantamento, 5% afirmam não votar em nenhum deles e 6% não souberam ou não responderam, nível de indefinição considerado normal para esta fase inicial de um ano eleitoral.
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 6 de março de 2026, com 1.200 entrevistas por telefone em todo o estado, margem de erro de 2,89 pontos percentuais e nível de confiança de 95,5%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-00841/2026, com divulgação autorizada a partir de hoje, dia 08 de março de 2026.








