A vitória espetacular do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial fez do deputado eleito André Ceciliano(PT) um dos favoritos na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio. A favor de André nesta disputa, que já mobiliza os deputados estaduais eleitos em 4 de outubro , está sua prática política conciliadora, uma virtude que serve aos interesses de pacificação política em benefício do Estado do Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo.
A relação estreita de Ceciliano com Lula é a ponte que o Rio precisa para resolver questões básicas da população, como a segurança pública, por exemplo. O Rio não suporta mais esta divisão, a polarização, o “nós contra eles”. A disputa eleitoral acabou. As cidades do Rio querem avançar em saúde pública, educação, mobilidade, transportes, geração de emprego e, claro, no combate ao crime organizado.
A frase de Dornelles
Em janeiro de 2019, Francisco Dornelles foi o autor de uma famosa declaração sobre André Ceciliano.: “Se todo petista fosse igual ao Ceciliano, até me filiaria ao PT.”
Dornelles proferiu essa frase ao sair em defesa de Ceciliano , para presidente da Alerj, após a inesperada vitória do ex-juiz Wilson Witzel para governador do Rio. Na ocasião, Dornelles destacou o grande apoio que recebeu de Ceciliano (que presidia a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Alerj) durante o período em que esteve no comando do governo do estado, ressaltando sua capacidade de articular a aprovação de matérias econômicas e fiscais cruciais para o estado.
Desde que assumiu a presidência da Alerj, Ceciliano trabalhou para garantir que ela fosse um espaço democrático, aberto ao diálogo, não só para os demais deputados, das mais diversas posições ideológicas, como para toda a população fluminense.
Produtividade, economia e transparência foram o norte da gestão que economizou mais de R$ 1,5 bilhão do orçamento do Legislativo em três anos – devolvendo o dinheiro ao Estado para investir em áreas prioritárias.
Foram mais de 1.600 leis aprovadas nesse período, dentre elas importantes iniciativas para a retomada do crescimento econômico através de incentivos a diversos setores econômicos.
No cenário inédito e desafiador da pandemia de Covid-19, o trabalho se intensificou ainda mais. A Alerj foi a primeira casa legislativa do país a estabelecer um protocolo de funcionamento remoto (ao qual ainda está parcialmente submetida), garantindo que o parlamento protegesse os seus servidores e continuasse respondendo às necessidades da população com urgência. Em um ano atípico, a produtividade aumentou e, em 2020, foram criadas 435 leis no estado. Ao todo, a Alerj realizou 350 sessões extraordinárias para analisar os projetos dos deputados – um aumento de 872% em relação a 2019.
Entre as leis sancionadas, estão o programa Supera RJ (Lei 9.191/21), a obrigatoriedade do uso de máscaras em todo o estado (Lei 8.859/20); as normas de segurança sanitária para os serviços de delivery (Lei 8.799/20); e a proibição do corte de serviços essenciais, mesmo se o cliente estiver inadimplente (Lei 8.769/20). Também aprovou uma lei para reduzir os impostos do setor de bares e restaurantes (Lei 9.355/21), uma medida para recuperação econômica do setor fortemente impactado na pandemia.
André também foi responsável por aprovar uma doação de R$ 20 milhões, para a Fiocruz, dos recursos economizados da Alerj. A verba custeou o “Plano de Combate à Covid-19 nas Favelas” e, em um ano, foram implementados projetos em 75 favelas nos municípios do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis, Duque de Caxias, Queimados, São Gonçalo, Niterói e São João de Meriti.
Foi também na pandemia que o Estado enfrentou sua maior crise política, com o impeachment do ex-governador Wilson Witzel, aberto pela Alerj em decisão unânime dos 69 parlamentares da época. A decisão poderia ter sido tomada de forma monocrática, mas Ceciliano optou por dividi-la com seus pares no plenário.
