A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou e agora está em 49,2%, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (28) pelo instituto Paraná Pesquisas. Já a aprovação do governo subiu para 47,9%, o melhor índice registrado desde janeiro de 2024.
O levantamento ouviu 2.020 eleitores em todo o país entre os dias 21 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Em comparação com a rodada anterior, divulgada em agosto, o índice de desaprovação caiu 4,4 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de aprovação aumentou cinco pontos, indicando melhora na percepção popular sobre o governo.
Maioria segue dividida sobre o desempenho de Lula
Apesar da melhora, o país continua praticamente dividido entre os que aprovam e os que desaprovam a gestão petista. A diferença entre os dois grupos é de apenas 1,3 ponto percentual, dentro da margem de erro, o que mostra estabilidade no quadro político.
Entre os fatores apontados por analistas para essa recuperação parcial estão o aumento real do salário mínimo, a retomada de programas sociais e as recentes medidas de estímulo à economia, como a ampliação do crédito consignado e a redução de impostos sobre setores estratégicos.
Avaliação da gestão mostra cenário equilibrado
O levantamento também perguntou como os brasileiros avaliam o desempenho do governo Lula. A soma das avaliações positivas — “ótima” e “boa” — chega a 35,3%, enquanto as negativas — “ruim” e “péssima” — somam 41,1%. Outros 22,3% consideram a administração “regular”, e 1,3% não souberam ou preferiram não opinar.
Confira os números detalhados:
• Ótima: 13,8%
• Boa: 21,5%
• Regular: 22,3%
• Ruim: 7,6%
• Péssima: 33,5%
• Não sabe/Não opinou: 1,3%
Pesquisa mostra estabilidade política e desafios à frente
Apesar de críticas persistentes, sobretudo na área econômica e na relação com o Congresso, Lula mantém um núcleo consistente de apoio popular. O índice atual de aprovação pode fortalecer o governo em meio a votações importantes no Parlamento e às articulações políticas para as eleições municipais de 2026.
Embora a desaprovação siga majoritária, refletindo insatisfação de parte do eleitorado com o custo de vida, a inflação de alimentos e os impasses políticos em Brasília, segundo o mesmo instituto Lula ainda lidera todos os cenários para a eleição presidencial de 2026.
