Papa Francisco faz sua primeira aparição pública, deixa o hospital após quase 40 dias internado e faz novos apelos pela paz em Gaza e na Ucrânia

Papa Francisco tem alta médica, mas terá dois meses de repouso em casa Foto: Riccardo de Luca/Estadão

O papa Francisco fez sua primeira aparição pública em cinco semanas antes de receber alta neste domingo, 23 do hospital onde sobreviveu a um grave caso de pneumonia que por duas vezes ameaçou sua vida. De cadeira de rodas, o líder da Igreja Católica fez uma breve saudação para os fiéis durante a oração dominical do Angelus, por volta das 8 horas da manhã (horário de Brasília).

Os católicos em frente ao Hospital Gemelli aclamaram o retorno com gritos de “viva o papa”. Em mensagem lida para todos, o pontífice agradeceu as orações por sua recuperação e fez novos apelos pela paz, ao citar conflitos em Gaza e na Ucrânia. Ele não preside a oração do Angelus desde 9 de fevereiro – algo que nunca havia ocorrido em seus 12 anos à frente da Igreja.

Ele deu sua bênção do 5º andar do Gemelli, em Roma. Ele preferiu fazer a aparição deste local – e não do 10º andar do prédio, onde fica a suíte papal – para que as centenas de fiéis que se reúnem na praça próxima ao Gemelli possam vê-lo melhor. Na multidão, ele destacou a presença de uma mulher com flores amarelas, assídua frequentadora das audiências gerais das quartas-feiras. “Brava!”, disse Francisco, em italiano.

Após se despedir da equipe do centro médico, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais os médicos disseram que ele deveria evitar encontros em grandes grupos ou esforçar-se demais.

Contudo, o médico pessoal de Francisco, o doutor Luigi Carbone, disse no sábado que o papa eventualmente deveria poder retomar todas as suas atividades normais desde que mantenha o progresso lento e constante que tem apresentado até agora.

Seu retorno para casa, após a hospitalização mais longa de seu papado de 12 anos e a segunda mais longa na história papal recente, trouxe alívio tangível ao Vaticano e aos fiéis católicos que têm acompanhado com nervosismo os 38 dias de altos e baixos médicos e se perguntando se Francisco se recuperaria.

*com informações do Vaticano e do Estadão;

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