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Pais se revoltam com questão sobre cocaína na Escola Americana no Rio

Alunos de 13 e 14 anos responderam sobre diferença entre cocaína pura e adulterada; colégio admite erro e promete revisão.

Uma prova aplicada a alunos do 8º ano da Escola Americana do Rio de Janeiro (EARJ), localizada na Gávea, gerou forte reação entre os pais. A questão, escrita em inglês, pedia aos estudantes de 13 e 14 anos que explicassem a diferença entre cocaína pura e misturada. O conteúdo foi considerado inadequado por parte da comunidade escolar, informa Ancelmo Góis, em O Globo.

Pais de alunos entraram em contato com a direção do colégio para expressar indignação com o teor da pergunta. Para muitos, o tema é sensível demais para adolescentes e não condiz com o contexto educacional de uma escola internacional voltada a estudantes dessa faixa etária.

Escola admite inadequação da questão

Em nota oficial, a EARJ reconheceu que a pergunta não foi apropriada e declarou que ela “não reflete os valores, crenças ou padrões morais da instituição ou comunidade”. O colégio afirmou que já tratou o caso internamente para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.

“A EARJ está comprometida com a excelência em educação, baseada em elevados padrões e valores éticos”, diz o comunicado. “Embora incentivemos a investigação crítica de temas reais, reconhecemos que, neste caso, a escolha do conteúdo não foi adequada.”

Compromisso com revisão pedagógica

A questão polêmica, em inglês, aborda a análise de uma substância suspeita que pode ser cocaína pura ou misturada:

A escola também reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro e acolhedor. Segundo a direção, o episódio servirá como ponto de atenção para revisar diretrizes pedagógicas e reforçar o alinhamento entre professores, pais e alunos sobre o que é considerado apropriado em sala de aula.

A íntegra da nota divulgada pela escola:

“A EARJ está comprometida com a excelência em educação, baseada em elevados padrões e valores éticos. Embora incentivemos a investigação aprofundada e a análise de cenários do mundo real em nosso currículo, reconhecemos que a seleção de conteúdo neste caso específico não foi adequada. O assunto foi tratado internamente para que não aconteça novamente. A Escola reafirma seu compromisso em proporcionar um ambiente seguro, que proteja e apoie nossos alunos, professores e famílias por meio de uma educação pautada na integridade e na transparência.”

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