O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), publicou nesta quarta-feira (6) um vídeo com críticas ao cenário político fluminense após operação da Polícia Federal que atingiu a Secretaria Estadual de Educação. A ação resultou em novos mandados de prisão, incluindo o do deputado estadual Thiago Rangel, além de buscas na sede da Alerj.
Na gravação, Paes relaciona o caso ao grupo político que comandou o estado nos últimos anos e afirma que o Rio vive uma crise institucional. Ele destacou que, segundo as investigações, o deputado preso teria oferecido cargos na educação a um traficante de Campos dos Goytacazes, conhecido como Júlio do Beco.
“O traficante indicava nomes e o deputado nomeava. A escola pública virou espaço de negociação entre política e crime”, afirmou.
O ex-prefeito também citou o ex-presidente da Alerj, preso preventivamente, e disse que os episódios fazem parte da mesma estrutura de poder. Além disso, criticou a não aprovação do ICMS Educacional, apontando perda de recursos federais, e mencionou baixos salários de professores e desempenho ruim no Ideb.
Paes ainda afirmou que bilhões em royalties do petróleo deixaram de ser aplicados na educação entre 2019 e 2025.
Ao final, ele elevou o tom contra o atual cenário político. “O Rio não aguenta mais. É preciso reconstruir o estado e acabar com a influência do crime na educação”, declarou.
A publicação intensifica o clima de disputa política no Rio e reforça o posicionamento crítico de Paes em relação ao grupo ligado ao ex-governador Cláudio Castro e à atual composição da Alerj.








