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Paes associa prisões de ex-integrantes do governo Castro ao PL e critica Flávio por discurso sobre segurança

23 10 2026 Eduardo Paes

Em novo vídeo de apoio a Lula, ex-prefeito do Rio responsabiliza grupo político que comandou a segurança estadual e questiona tentativa de atribuir ao governo federal a violência no estado

O ex-prefeito do Rio e candidato derrotado ao governo estadual, Eduardo Paes, voltou a direcionar críticas ao PL fluminense e ao presidenciável Flávio Bolsonaro nesta sexta-feira (23). Em mais um vídeo da série que vem publicando diariamente em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paes escolheu a segurança pública como tema e relacionou prisões de ex-integrantes do governo Cláudio Castro a investigações sobre a atuação do crime organizado no estado.

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), o ex-prefeito procurou contestar o discurso de Flávio Bolsonaro sobre a violência. Para isso, citou investigações da Polícia Federal envolvendo antigos ocupantes de cargos estratégicos na administração estadual e questionou a responsabilidade do grupo político ligado ao PL pela condução da segurança no Rio.

“Quem é que governa o estado do Rio há oito anos? O PL do Rio. Agora eles querem culpar o Lula pela violência”, afirmou Paes na gravação.


Prisões de ex-secretários entram no centro das críticas

No vídeo, Paes menciona a prisão, em 15 de outubro, de um ex-secretário de Polícia Civil do governo Cláudio Castro, investigado por suposta participação em organização criminosa armada. Ele também cita outro ex-titular da pasta preso por suspeitas de ligação com a contravenção.

O ex-prefeito amplia as críticas ao mencionar investigações envolvendo integrantes da administração penitenciária, um ex-secretário de Esporte e um ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“Então, gente, olha só, cinco secretários presos por ligações com o crime. Três deles estão atrás das grades nesse momento”, declarou.

Os episódios são apresentados por Paes como exemplos de problemas na composição do governo estadual. As acusações, entretanto, devem ser distinguidas de condenações judiciais definitivas, e a responsabilidade criminal de cada investigado depende da apuração individual dos fatos.

Paes contesta responsabilidade atribuída a Lula

Outro argumento utilizado pelo ex-prefeito é a divisão constitucional das responsabilidades pela segurança pública. Paes afirma que o comando das polícias Militar e Civil cabe aos governadores, responsáveis pelas nomeações e pela orientação das operações estaduais.

“Quem é que manda na polícia? A Constituição diz claramente. PM, Polícia Civil, são do governador”, disse.

A Constituição atribui aos governadores a subordinação das polícias estaduais, mas a segurança pública também envolve competências da União e dos municípios. No debate presidencial, Lula propõe ampliar a coordenação federal, enquanto Flávio defende endurecimento penal, expansão de presídios e maior investimento em segurança.

Série de vídeos reforça confronto político no segundo turno

A nova gravação dá continuidade à estratégia adotada por Paes após sua derrota na disputa pelo Palácio Guanabara. Nos últimos dias, ele publicou vídeos sobre a saúde pública, a recuperação do BRT e o Porto Maravilha, destacando parcerias entre suas administrações municipais e o governo Lula.

Desta vez, o ex-prefeito deixou de lado as realizações administrativas para concentrar o discurso nas investigações criminais envolvendo antigos integrantes do governo estadual e no embate político sobre a responsabilidade pela violência.

Na legenda da publicação, Paes acusou o PL fluminense de ter se aproximado do crime organizado e reiterou seu apoio ao presidente. A declaração representa uma acusação política do ex-prefeito, não uma conclusão judicial sobre o partido ou seu candidato à Presidência.

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