Operação da Polícia Federal no Rio, São Paulo e Bahia contra fraude de R$ 500 milhões na Caixa

Rafael Gois, CEO do grupo Fictor, é um dos alvos da Operação da Polícia Fedeal. Foto: linkedin.

A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, no valor de até R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal que teria movimentado mais de R$ 500 milhões. A ação ocorre em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — e inclui o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal paulista.

Entre os alvos estão o empresário Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Rubini. Até o início da manhã, ao menos 13 pessoas já haviam sido presas. A investigação também aponta a utilização do esquema por integrantes do Comando Vermelho.

Segundo a PF, o grupo atuava desde 2024 com a cooptação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências irregulares. Os valores eram, então, movimentados por meio de empresas de fachada e convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

O caso também ocorre no contexto da crise envolvendo o Banco Master, após tentativa de aquisição pelo Grupo Fictor pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição. As autoridades buscam agora aprofundar a apuração sobre o fluxo financeiro e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro nacional, com penas que podem ultrapassar 50 anos de prisão.

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