Número de mortos da megaoperação policial mais letal da história no Rio pode chegar a 130

Imagens dos corpos na Praça São Lucas, próxima à Vila Cruzeiro, é notícia em vários paises. Foto: Reprodução da TV Globo.

A soma dos números de mortos na megaoperação policial de ontem (28) nos complexos do Alemão e da Penha pode chegar a 130 nesta quarta-feira (29), se forem contabilizados os corpos retirados da mata na Vacaria e levados para a praça São Lucas. O IML do Centro do Rio não tem capacidade de realizar autópsia nos mortos e não se sabe, ainda, quando os corpos serão liberados para sepultamentos pelos familiares. O Instituto Médico Legal de Niterói vai reforçar os serviços de autópsia. 80 suspeitos foram presos e 93 fuzis foram apreendidos. Quatro policiais estão entre os mortos.

Enquanto os corpos são exibidos na praça e as imagens deles correm o mundo, com a presença de correspondentes da imprensa internacional, o governador Cláudio Castro acaba de se reunir com a cúpula da segurança pública do estado do Palácio Guanabara. Os representantes do governo federal estão no Rio e já autorizaram a transferência das principais lideranças do Comando Vermelho no Rio para presídios federais.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil acaba de divulgar que fará uma visita ao local em que foi realizada a megaoperação com a participação de 2.500 policiais civis e militares.

Com medo, o Rio vive hoje um dia igual ao de um feriado. O trânsito flui tranquilamente nos acessos principais ao Centro da cidade, principalmente a Linha Vermelha e a Linha Amarela, reforçadas por policiais militares. Escolas e universidades não estão funcionando hoje na área da Penha e do Alemão. Trens e ônibus circulam sem problemas hoje, mas muita gente está trabalhando em home office.

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