Belford Roxo apura morte de paciente com variante brasileira do novo coronavírus

fevereiro 17, 2021 /

Comandados pelo secretário estadual de saúde do Rio,Carlos Alberto Chaves , técnicos da SES estão participando de uma entrevista neste momento. Aos jornalistas, estão reclamando da desorganização e falta e planejamento do governo federal na distribuição das doses de vacina. O secretário não sabe quando receberá mais vacinas . O Rio vacinou atyé agora pouco mais de 2% da população.
foto: Reprodução da Globo News

Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é uma das quatro cidades do Rio que registram casos de uma variante brasileira de coronavírus. Estão confirmados pelas Fundação Osvaldo Cruz , no estado do Rio de Janeiro, casos de pacientes da capital , Niterói e Petrópolis num período de tempo curto. Para especialistas da Fiocruz, são casos isolados no estado até o momento , todos sendo analisados.

A Prefeitura de Belford Roxo informa que o paciente acometido pela nova variante do Coronavírus tinha 55 anos e foi internado no dia 1 de fevereiro no Instituto Evandro Chagas. Ele faleceu no dia 6. Segundo informações, o paciente sofria de cirrose hepática e cardiopatia crônica.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde está apurando mais detalhes para fazer visita domiciliar à família do paciente.

Essa mutação, chamada de P.1., foi identificada primeiro em Manaus. Ela é mais transmissível, embora não se tenha confirmação de que seja mais letal.
A fundação explicou que ainda não se sabe se há transmissão dessa mutação em solo fluminense ou se a amostra analisada é de alguém que pegou a variante em outro lugar e ficou doente no Rio.
Segundo a Fiocruz, apenas uma investigação epidemiológica vai apontar a origem do vírus — a cargo das secretarias de Saúde e do Ministério da Saúde.
Brasil já registra 170 casos da nova variante.

Também nesta terça, o estado confirmou que foi detectada a variante do Reino Unido no RJ. É a quinta pessoa no estado com variante da Covid-19.

O estado tem cinco casos, de duas variantes.

P1, a variante brasileira:

  • Homem de 55 anos, de Belford Roxo — morte;
  • Homem de 46 anos, de Manaus;
  • Homem de 40 anos, do Rio;
  • Homem de 30 anos, do Rio.

 

VOC 202012/01, a variante do Reino Unido:

  • Mulher de 36 anos, do Rio.

 

O coronavírus que mutou no Brasil, catalogado como P1, foi identificado primeiro em Manaus. Segundo especialistas, é mais transmissível, embora não se tenha confirmação de que seja mais letal.

Segundo o governo federal, até a última segunda-feira (15) foram confirmados 170 casos da nova variante em dez estados, entre eles o Rio

Os pacientes detectados com a nova cepa da doença foram identificados no Hospital de Laranjeiras, na Zona Sul, e no Hospital do Andaraí, na Zona Norte.

Ambos negaram a possibilidade de antecipar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Não anteciparemos a segunda dose a não ser que o Ministério da Saúde tenha alguma orientação”, disse Soranz. “[Seria] Totalmente contrário ao Programa Nacional de Imunização (PNI)”, pontuou Chaves.

Questionado se está faltando coordenação de informações com o Ministério da Saúde, Chaves respondeu: “Acho que está.”

Sem informação de origem

 

Segundo um laudo da Fiocruz, não há confirmação se a transmissão da mutação brasileira ocorreu em solo fluminense ou se essa amostra é de alguém que pegou a variante em outro lugar e ficou doente no RJ.

“Nós temos diferentes desfechos clínicos relacionados a essa variante, tanto casos brandos quanto casos graves. Não temos dados estatísticos que podemos definir como uma variante mais letal”, explicou a infectologista

As autoridades brasileiras informam que 170 casos da nova variante do coronavírus já foi detectada em 10 estados e que o estado de São Paulo já soma 24 pessoas infectadas, algumas pela variante localizada no Amazonas, outras por contaminação comunitária.
Os pacientes infectados com a nova cepa da doença foram identificados no Hospital de Laranjeiras, na Zona Sul, e no Hospital do Andaraí, na Zona Norte.

54 milhões de doses da chinesa Coronavac

O Ministério da Saúde informou que assinou, na última segunda-feira, o contrato com o Instituto Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela chinesa Sinovac Biotech em parceria com a instituição paulista. Desde o fim de janeiro, o Butantan tem pressionado pela assinatura e informado ao governo federal de que essas vacinas seriam disponibilizadas a outros .
Com a nova remessa garantida, o total de doses da CoronaVac chegará a 100 milhões até setembro, segundo o ministério. A Saúde não informou quando novas doses de vacina serão distribuídas aos estados, num momento em que diversas prefeituras, como a do Rio, têm interrompido a campanha de vacinação por falta do imunizante. O ministério informou só que 9,3 milhões de doses da CoronaVac e 4 milhões de doses da Fiocruz/Astrazeneca serão entregues ainda em fevereiro. O governo fala ainda que receberá até dezembro mais 42,5 milhões de doses do consórcio Covax Facility, da OMS.

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.