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Nova previsão indica que ventos podem passar de 90 km/h no Sudeste até o fim da semana; veja regiões mais afetadas

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Encontro do ar frio trazido por uma frente fria e um ciclone extratropical com a massa de ar quente e seco que predomina no Centro-Sul pode intensificar as rajadas nesta semana. Sul também terá chuva volumosa

Uma nova previsão indica que os ventos podem superar os 90 km/h em algumas regiões do Sudeste até sábado (8). Com isso, há risco de danos semelhantes aos registrados na ventania da semana passada.

O meteorologistas já haviam informado que uma nova frente de rajada pode se formar no Centro-Sul do Brasil na próxima sexta-feira (7). Com isso, há risco de ventos fortes principalmente nos estados da Região Sul e em áreas do Sudeste.

Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, os modelos analisados até agora indicam rajadas acima 90 km/h em partes de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, a expectativa é que os ventos não superem os 80 km/h(veja abaixo regiões mais afetadas)

A previsão, porém, ainda pode mudar com as atualizações dos próximos dias.

“Com essa atualização, são esperados ventos com potencial para causar transtornos, a partir de quinta-feira e ao longo de sexta-feira e sábado”, diz César.

Na última semana, o sistema provocou ventos de mais de 120 km/h em áreas do Sudeste, deixou mortos, derrubou árvores, destelhou imóveis e afetou serviços de transporte em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O fenômeno pode ocorrer durante o avanço de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical.

Juntos, os dois sistemas devem levar um ar mais frio e úmido para uma área que estará sob influência de uma massa de ar quente e seco.

Quando essas massas de ar com características muito diferentes se encontram, o contraste de temperatura e umidade pode acelerar os ventos próximos à superfície e dar origem a uma faixa de rajadas intensas.

Em resumo, três fatores podem favorecer a ventania:

“Esse contraste entre duas massas de ar de propriedades muito diferentes favoreceu a formação de ventos muito intensos. Na meteorologia, chamamos isso de frente de rajada”, afirma César.

Ao longo da semana, os modelos meteorológicos serão atualizados e podem indicar ventos ainda mais intensos ou reduzir a área de risco.

Quais regiões devem ser mais afetadas pelo ventos fortes?

De acordo com os meteorologistas, mais uma vez o Sudeste deve ser a região mais afetada pelos ventos, com destaque para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Minas Gerais também pode ter fortes rajadas.

Veja abaixo quais locais têm previsão de ventania intensa para os próximos dias:

São Paulo

🔴Acima de 90 km/h:

🟠Entre 70 e 80 km/h:

🟡Entre 60 e 70 km/h:

Rio de Janeiro

🟠Entre 70 e 90 km/h:

🟡Entre 60 e 70 km/h:

🟢Entre 50 e 60 km/h:

Minas Gerais

🟠Entre 70 e 80 km/h:

🟡Entre 60 e 70 km/h:

O que pode provocar a nova frente de rajada?

Nos primeiros dias desta semana, uma massa de ar seco deve manter o tempo firme e favorecer a elevação das temperaturas em grande parte do Centro-Oeste e do Sudeste.

Entre a tarde desta segunda-feira e sexta-feira, áreas que vão do Rio Grande do Sul ao sul de Mato Grosso devem enfrentar um veranico, período de vários dias com temperaturas acima do esperado para o inverno.

Esse aquecimento vai ajudar a manter uma grande quantidade de ar quente e seco sobre o Centro-Sul do país.

Ao mesmo tempo, a partir de quinta-feira (6), um ciclone extratropical e uma frente fria devem se organizar sobre a Região Sul, provocando chuva forte e ventania.

Os volumes podem chegar a 100 milímetros em pontos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

Na sexta-feira, o ar frio e úmido associado a esses sistemas poderá encontrar a massa de ar quente e seco que estará sobre o Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Quanto maior a diferença de temperatura e umidade entre essas massas de ar, maior pode ser a aceleração do vento na faixa de contato.

O que é uma frente de rajada?

A frente de rajada é uma faixa de ventos fortes que se desloca à frente de uma frente fria ou de uma área de tempestade.

Ela se forma quando o ar mais frio e denso avança próximo ao solo e empurra rapidamente o ar quente que estava sobre a região.

Esse movimento funciona como uma espécie de onda de ar que se espalha horizontalmente pela superfície.

Por isso, as rajadas podem chegar de forma repentina e atingir várias cidades em sequência, mesmo em pontos onde a chuva ainda não começou ou ocorre com pouca intensidade.

É como se o ar frio avançasse rente ao solo e empurrasse o ar quente para cima e para a frente.

Esse deslocamento pode formar uma linha extensa de ventos, capaz de percorrer dezenas ou até centenas de quilômetros. Isso ajuda a explicar por que a ventania da última semana atingiu áreas do interior, da capital e do litoral paulista em um intervalo relativamente curto.

A frente de rajada, porém, não é um tornado.

No tornado, o vento gira em torno de um eixo e atinge uma faixa geralmente mais estreita. Na frente de rajada, os ventos se espalham de maneira mais horizontal e podem afetar uma área muito mais ampla.

Também não é necessário que haja chuva forte exatamente no ponto atingido. Em alguns casos, a rajada chega antes da precipitação ou avança para regiões onde chove pouco.

Onde os ventos podem ser mais fortes?

Os modelos meteorológicos indicam, até o momento, rajadas acima de 80 km/h em áreas da Região Sul.

Os três estados devem ter chuva durante a passagem do ciclone e da frente fria, com possibilidade de temporais e elevados volumes acumulados.

No Sudeste, as rajadas podem passar dos 70 km/h, principalmente durante o encontro do ar frio com a massa de ar quente e seco.

A previsão ainda não define com precisão quais cidades devem registrar os maiores valores. Essa indicação ficará mais clara com a aproximação do sistema e a atualização dos modelos.

No Sul, a preocupação é com chuva forte e ventania. No Sudeste, o vento deve chamar mais atenção do que a chuva.

Em Mato Grosso do Sul, as rajadas também podem aumentar durante o avanço da frente fria, mas a intensidade ainda será detalhada nas próximas previsões.

O ventos podem ficar mais fortes do que o previsto?

Sim. As projeções disponíveis nesta segunda-feira ainda podem mudar, porque faltam alguns dias para a formação e o avanço dos sistemas.

Pequenas alterações na trajetória ou na intensidade do ciclone extratropical podem modificar a distribuição dos ventos.

A velocidade da frente fria e a quantidade de calor acumulada antes da sua chegada também serão importantes.

Quanto mais aquecida e seca estiver a atmosfera sobre o Sudeste, maior poderá ser o contraste com o ar frio e úmido trazido pelo sistema.

Os valores acima de 70 km/h no Sudeste e de 80 km/h no Sul são uma estimativa inicial e não representam o limite máximo que poderá ser registrado.

Os meteorologistas devem atualizar as projeções nas próximas horas e nos próximos dias.

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