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Nova Iguaçu: padre Renato Chiera, 83 anos, precisa de ajuda para manter e ampliar cursos profissionalizantes da Casa do Menor São Miguel Arcanjo

Padre Renato Chiera em Tinguá, hoje, no lançamento do livro que conta a história de padres missionários italianos da Diocese de Mondavi que começaram a chegar ao Brasil nos anos 50 e 60. Ele é o único que permanece em atividade com sua obra social em Nova Iguaçu. Fotos: Divulgação.

Mais de 100 mil jovens e adultos já form profissionalziados na instituição

Mis de 2 mil pessoas participaram,ontem ( 12), entusiasmadas, da solenidade de formatura semestral de mais 700 jovens e adultos em 10 profissões . São pessoas moradores carentes da periferia de Nova Iguaçu que deixaram a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, no bairro de Miguel Couto, agora preparados para o trabalho em várias atividades técnicas e no comércio. Pela manhã houve a formatura de 200 mulheres nos cursos de cabeleireiras e manicure pedicure; em Rosa dos Ventos, no último, 135 adolescentes e jovens em 5 profissões se formaram profission. Entre os convidados dos formandos e de Renato estava o bispo da diocesano, Dom Gílson Andrade, incentivador da continuidade da obra social.

No entanto, o padre italiano Renato Chiera, que criou a instituição há mais de 40 anos, teme pelo final de sua obra social. Renato precisa de ajuda, pública e privada, para manter os cursos ao custo de R$ 700 mil mensais. Além de dinheiro para a Casa do Menor permanecer desempenhando seu papel social, padre Renato Chiera, que festejará 83 anos de idade na próxima terça-feira (22), tem duas outras metas: reabrir a creche da comunidade de São João Tudas Tadeu, em Heliópolis, Belford Roxo, e lá instalar cursos de formação profissional para os jovens.Ele espera sensibilizar os políticos de Nova Iguaçu e os de Belford Roxo. A instituição já formou mais de 100 mil jovens na Baixada Fluminense, em Fortaleza e na Guiné _Bissau.

No passado, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo chegou a receber recursos do exterior. O Príncipe de Mônaco  Alberto II, chefe da Casa de Grimaldi e príncipe soberano do Principado de Mônaco desde 2005, visitou a instituição em favereiro de 2013.Ele é filho do príncipe Rainier III e da atriz Grace Kelly. Alberto II preside uma fundação social e veio ao Brasil para conhecer a instituição. Sambou com os jovens e com o então prefeito Nélson Bornier, já falecido.

Desde 1986 a Casa do Menor São Miguel Arcanjo acolhe crianças, adolescentes e jovens com programa de acolhimento institucional ,programa de desenvolvimento comunitário e sobretudo cursos profissionalizantes para oferecer instrumentos de futuro ,de cidadania e de protagonismo .

Alternativa ao narcotráfico

Em 2013, o Princípe de Mônaco, neto da atriz Grace Kelly, visitou a Casa do Menor São Miguel Arcanjo e elogiou o trabalho social da instituição. Fotos: Divulgação.

Esta è a verdadeira alternativa ao narcotráfico e vida bandida – afirma padre Renato Chiera, acrescentando:

-Ajudamos adolescentes e jovens a ter autoestima,visibilidade e a descobrir os talentos que tem .Todo ano fazemos duas formaturas cada seis meses .Há uma dezena de anos abrimos também a adultos , pais e mães e famílias que não teriam possibilidade de se profissionalizar e ter trabalho digno .Cuidando dos pais ajudamos os filhos: terão uma família que o cuidará melhor. Proporcionamos isso nos quatro estados do Brasil onde operamos :
Rio ,Ceará , Alagoas, Paraíba e ,ha quatro anos ,na África – Guiné Bissau.
É um trabalho gigantesco .Que dura há 38 anos sem interrupção .Totalizamos cerca de 5 mil pessoas acolhidas em formas variadas a cada dia . Oferecemos tudo gratuitamente. È um milagre .
Vivemos de providência e de emendas de vários deputados e uns senadores de partidos diferentes que nos ajudam para este grande trabalho ,confiando na nossa seriedade e transparência – diz padre Renato Chiera no lançamento do livro que conta a saga dos padres missionários italianos da Diocese de Mondavi que chegaram ao Brasil em duas levas: cinco deles foram para São Paulo nos anos 50, os demais chegaram ao Rio de Janeiro a partir de 1964 e vieram trabalhar e morar na periferia de Nova Iguaçu. Padre Renato Chieira é o único que permanece em atividade na Baixaa Fluminense.

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