Nova Iguaçu não teve vacina Coronavac para aplicar segunda dose hoje

abril 26, 2021 /

 Questionada pelo Nova Iguassu Online hoje ( 26/04) sobre a falta de doses de  vacina contra a covid-19 em vários postos no município, a Prefeitura de Nova Iguaçu acaba de responder, em nota,  “que está enfrentando um problema momentâneo de desabastecimento de vacinas coronavac para a aplicação da segunda dose. As doses foram aplicadas de acordo com cronograma da Secretaria Estadual de Saúde. Aguardamos, portanto, as próximas entregas para prosseguir. “
Prevenida, a secretaria municipal de saúde de Nova Iguaçu marcou o retorno para a segunda dose em 21 dias e não 28 dias,” deixando a população coberta dentro do prazo máximo de retorno”, destaca a nota.
“O município está avançado em relação à vacinação, cumprindo todos os requisitos de segurança e obtendo sucesso nas aplicações”, finaliza a Prefeitura na resposta ao Nova Iguassu Online.

Governo brasileiro admite dificuldade no fornecimento da segunda dose da CoronaVac

O ministro da saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, admitiu esta segunda-feira preocupação sobre o fornecimento da segunda dose da CoronaVac, vacina contra a covid-19 mais utilizada no país, devido ao atraso de consumíveis exportados da China.

Tem-nos causado certa preocupação a CoronaVac, a segunda dose (…) cerca de um mês atrás se liberou as segundas doses para que se aplicassem e, agora, em face de retardo de insumo vindo da China para o [Instituto] Butantan, há uma dificuldade com essa segunda dose”, disse Queiroga durante uma audiência pública no Senado.

A CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, é aplicada no país desde janeiro numa parceira que envolve o Instituto Butantan, organismo dependente do governo regional de São Paulo.

No mês passado, o próprio Governo divulgou uma nota a autorizar estados e municípios a usarem todas as vacinas armazenadas para garantir a segunda dose imediatamente como primeira dose. alegando que haveria imunizantes suficientes no país.

um comunicado emitido em 21 de março, o Ministério da Saúde brasileiro informava que “autorizou o uso da totalidade de vacinas armazenadas pelos estados para a segunda aplicação para utilização imediata, ampliando assim o número de vacinados no Brasil.”

A decisão foi tomada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que terá tido em conta a previsão de entregas semanais do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção local da vacina da AstraZeneca.

Na altura da decisão, o Governo brasileiro alegou que a medida já estava a ser estudada e foi tomada após garantia da segurança das entregas por parte dos fornecedores.

Um mês depois dessa orientação, o novo ministro da Saúde disse que será emitida uma nova nota técnica pedindo às cidades e estados que guardem a segunda dose para evitar problemas na vacinação.

Cidades dos estados de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Amapá e Paraíba já estavam a limitar ou suspenderam a imunização com a CoronaVac por falta de doses para a segunda aplicação.

Queiroga também afirmou que o Governo brasileiro não reduziu as suas metas iniciais de entrega de vacinas, apenas retirou do cronograma imunizantes que ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entendemos que o calendário deveria ter como base o que já está aprovado pela instância regulatória. Havia 20 milhões de unidades da Covaxin [vacina indiana sem autorização de uso no país] e retirámos. Se ela for autorizada, colocaremos de novo”, justificou Queiroga.

 

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.