Nova Iguaçu: Dona Quininha, 100 anos, não deixa de votar nem em época de pandemia

novembro 15, 2020 /

 

Dona Joaquina Gomes Loiola, moradora de Nova Iguaçu ha mais de 65 anos, e que completou 100 anos em julho deste ano, cumpriu hoje (15/11), pela manhã, sua principal obrigação cidadã. Pela legislação brasileira, o voto só é obrigatório para eleitores com até 70 anos, mas Dona Quininha, como é carinhosamente chamada por todos,  fez questão de ir votar na seção Eleitoral, na escola municipal Heitor Dantas, no bairro Moquetá.

Em plena pandemia Dona Quininha, mesmo não tendo conseguido comemorar seu aniversário de 100 anos, foi hoje de manhã exercer seu direito de votar. Desde março só saiu de casa para ir ao médico e não pode sequer receber, desde então,  seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos para dar sua benção como costumava fazer todos os domingos, antes da Covid.

Exemplo de compromisso e confiança no valor do voto e da democracia, Dona Quininha votou com convicção e muita altivez. Perguntada para quem foi seu voto, afirmou com sabedoria e elegancia: ” O voto é secreto”. No meio de tanta gente que não crê na política e sequer vai votar,  Dona Quininha nos ensina: ” Faço questão de votar porque é um problema da cidadania. Quanto mais as pessoas votarem e ter prazer em votar é melhor para o nosso país “.

O exemplo de Dona Quininha nos enche de esperança. O voto vale e continua sendo a melhor e mais eficiente arma à disposição do povo para fazer valer seus desejos e demandas. Obrigado,Dona Quininha, a democracia agradece.

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.