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Nova fase da Operação Contenção prende 15 criminosos, bloqueia R$ 217 milhões, desmonta núcleo financeiro do CV, alcança o “Mentor de Barricadas” e interdita oito ferros-velhos

Fotos: governo do Estado do Rio de Janeiro.

A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais

As Polícias Civil e Militar deflagraram, nesta terça-feira (18.11), uma nova etapa da Operação Contenção, com foco em desarticular o braço financeiro que sustenta a expansão territorial do Comando Vermelho (CV). Até o momento, 15 pessoas foram presas, R$ 217 milhões em bens e valores da organização criminosa foram bloqueados e oito ferros-velhos usados para lavar dinheiro e escoar cobre furtado foram interditados.

A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Participam equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Segundo as investigações, parte significativa dos recursos para erguer e manter barricadas era alimentada pela receptação e comercialização ilegal de cobre e outros metais. Entre os alvos, está o criminoso apontado como “Mentor de Barricadas”, responsável por financiar e fornecer materiais para erguer as estruturas que restringem o direito de ir e vir dos moradores.

–  Esta fase da Operação Contenção representa um golpe direto na espinha estrutural e econômica do Comando Vermelho, visando asfixiar financeiramente a facção e reduzir sua capacidade de domínio territorial – destacou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

A apuração revelou que os ferros-velhos ligados ao tráfico atuavam como centrais de lavagem de capitais, financiando a reconstrução de barricadas, a vigilância armada e a manutenção de pontos de venda de drogas em áreas da Zona Norte, Baixada Fluminense e Região Metropolitana.

O “Mentor de Barricadas”, que se apresentava como empresário da reciclagem, foi identificado como o líder do braço financeiro da facção – responsável por lavar recursos da venda de cobre furtado, fornecer materiais para construção de barricadas e integrar a logística e o fluxo financeiro entre os ferros-velhos e o tráfico.

As análises financeiras conduzidas pela DRF identificaram movimentação ilícita superior a R$ 217 milhões, incompatível com a atividade dos investigados. A Justiça determinou:

– bloqueio integral de contas e ativos financeiros;
– sequestro de imóveis de luxo no Recreio dos Bandeirantes usados para blindagem patrimonial;
– sequestro de veículos de alto padrão do núcleo financeiro;
– interdição imediata de oito ferros-velhos;
– afastamento de sócios e responsáveis legais para impedir continuidade das atividades criminosas.

*O sequestro de bens é uma medida judicial que bloqueia bens móveis ou imóveis de origem ilícita para garantir a reparação de um crime

A Operação Contenção segue em andamento, e novas ações podem ocorrer ao longo do dia conforme avançam as diligências e análises de inteligência.]

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