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Nova diretoria da AMO-RJ toma posse e defende mais apoio ao mototurismo no estado

Fotos: Divulgação.

*Paulo Robertro Araújo

Sob nova gestão, a Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (AMO-RJ) pretende ampliar o diálogo com o futuro governo estadual para fortalecer campanhas de educação no trânsito e garantir maior apoio aos eventos de mototurismo — segmento que mais movimenta o turismo no interior fluminense durante a baixa temporada.


Recém-empossado presidente da entidade, Marcos Corrêa Nogueira, o “Marcão”, quer levar ações educativas diretamente aos encontros de motociclistas realizados em diversas regiões do estado. Esses eventos, além de reunirem milhares de participantes, desempenham papel fundamental na economia local.


— Atualmente, o governo do estado apoia apenas dois eventos, apesar de termos um calendário repleto de encontros importantes sem qualquer incentivo. É preciso que o estado reconheça o potencial do mototurismo, que gera emprego e renda, especialmente para o comércio, pousadas e hotéis — destacou Marcão, que também é instrutor de pilotagem e presidente do Motoclube Leviatã, de Magé.

Associação Dos Motociclistas Do Rj


A nova diretoria da AMO-RJ, juntamente com o conselho da entidade, foi oficialmente empossada durante reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Magé, com apoio do empresário José Augusto Nalin. Além do presidente, assumiram os seguintes cargos: Adriel Marques Ferreira (vice-presidente), Andréa Guedes Nogueira (secretária), José Luiz Tenório (tesoureiro), Cassiano José Pereira (diretor jurídico) e Roberto Carneiro Leal (diretor social). O grupo reúne lideranças do motociclismo de diversas regiões do estado.


A apresentação oficial da diretoria ocorrerá no dia 2 de maio, durante o 27º Encontro Nacional de Motociclistas de Paraíba do Sul.


Entre as prioridades da nova gestão está a aproximação com organizadores de eventos para discutir a criação de um calendário anual estruturado e identificar os principais desafios enfrentados, especialmente no que diz respeito às autorizações junto a órgãos públicos. A entidade também pretende atuar como ponte entre os organizadores, o governo estadual e as prefeituras.


— O diferencial de um evento está na hospitalidade. O público mais fiel é o do camping. Cidades como Cordeiro e Santo Antônio do Aventureiro (MG) são exemplos nesse aspecto. Mesmo sediando um grande evento, no maior parque de exposições do estado, Cordeiro ainda não conta com apoio estadual — ressaltou Marcão, que também planeja implantar pontos de apoio para motociclistas no interior fluminense.


De acordo com dados do Detran-RJ, o estado do Rio de Janeiro possui cerca de 2,3 milhões de motocicletas — incluindo motonetas e ciclomotores — o que representa aproximadamente 20% da frota total de veículos. Isso equivale a uma motocicleta para cada quatro a cinco veículos. A capital concentra o maior número de motos, seguida por São Gonçalo e Duque de Caxias.

Marcão assume AMO-RJ com foco em segurança, pedágio e regulamentação de eventos


A segurança no trânsito e em eventos públicos será prioridade na gestão de Marcos Nogueira, o Marcão, que acaba de assumir a presidência da Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (AMO-RJ). Entre as principais metas também estão a isenção de pedágio para motos e triciclos e a regulamentação de eventos em espaços públicos.
Instrutor de pilotagem, Marcão pretende intensificar o diálogo com autoridades sobre os riscos provocados pela crescente circulação de motos e bicicletas elétricas, especialmente no Rio e em Niterói, onde o número de acidentes tem aumentado. A ausência de exigência de habilitação e de emplacamento desses veículos, segundo ele, agrava o problema e expõe condutores e pedestres. Um exemplo recente foi o acidente que resultou na morte de mãe e filho, na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica.
Com trajetória consolidada no motociclismo, Marcão já foi conselheiro da AMO-RJ na gestão de Aloisio Braz e, mais recentemente, atuava como diretor. Filiado à entidade desde 2011, ele assume a presidência em substituição ao advogado Fernando Maggiolo.
Motociclista há 45 anos, integrou o Motoclube Corujas do Asfalto, de Magé, entre 2009 e 2018, período em que exerceu funções de diretor e presidente por dois mandatos. Em 2019, fundou o Motoclube Leviatã, com a proposta de fortalecer o motociclismo estradeiro aliado a ações sociais.
À frente da AMO-RJ, Marcão afirma que pretende “honrar, cumprir e defender o estatuto da entidade”, dando continuidade às pautas do setor, com destaque para medidas voltadas à segurança dos motociclistas e da população em geral.
Entre as propostas defendidas estão a proibição do uso de cerol em pipas nas proximidades de rodovias — prática considerada extremamente perigosa para motociclistas —, a retirada de tachões, especialmente em curvas, e a adoção de medidas mais rigorosas no combate ao roubo, furto e comércio ilegal de peças. Também defende a isenção de pedágio, a redução de alíquotas de importação para motos, peças e acessórios e a simplificação das regras para realização de eventos, sem abrir mão de critérios de segurança.
Durante sua atuação no Corujas do Asfalto, Marcão participou de iniciativas que contribuíram para a concessão do Título Municipal de Utilidade Pública ao motoclube. Também esteve envolvido em ações de apoio às vítimas das tragédias em São José do Vale do Rio Preto e em Xerém, em Duque de Caxias, além de colaborar com instituições filantrópicas de Magé e região.
Segundo dados do Detran, o Estado do Rio de Janeiro possui uma frota de cerca de 1,4 milhão de motocicletas, com maior concentração na Região Metropolitana. A capital lidera com cerca de 370 mil motos, seguida por São Gonçalo (60 mil); Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói (cerca de 50 mil cada); Campos dos Goytacazes (40 mil); e Belford Roxo e Petrópolis (30 mil cada).
— Nossa intenção, como presidente da AMO-RJ, é ampliar essas ações sociais para todo o estado, sempre com foco na segurança e com o apoio dos motoclubes — afirmou.

*Paulo Roberto Araújo é jornalista.

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